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Domingo, 05 de fevereiro de 2017
DILEMAS, DILEMAS

 

0503 simbolos dos generosRecebi um e-mail no qual o internauta quer comprovar que no casamento o papel do marido é meramente decorativo financeiro. Ele afirma que a mulher mais feliz do mundo é foi a do Saci Pererê. Ela tem certeza se lhe der um chute na bunda cai! Não é bem assim. Embora a sociedade ser machista, dobra-se aos caprichos feminino. Brigas, despeitos e teimas continuam. É uma luta!

Ao tempo do namoro há magia, encanto, tudo é romântico! Desafia-se até o impossível. Um vive para o outro. Vem o casamento. O namoro continua, porque a conquista tem de ser diária, para que o relacionamento não tenha quebrado o encanto da vida a dois.

Ninguém pode namorar sozinho. Nem mesmo os platônicos conseguem-no. Pouco a pouco são tomados pelo vazio existencial do que parecia tudo, até descobrirem que nada têm, apenas um pensamento solto a se apagar com o tempo.

Os dilemas da guerra e dos confrontos do sexo sempre e sempre serão evidentes, como mostra a pessoa que me escreve. Essa dicotomia vai se evidenciando a cada dia para os casais que levam uma vida conjugal regular.

Se o marido é atencioso é classificado de “bunda-mole”. Se não é, é chamado de grosso. Se tratar a mulher por um apelido carinhoso, ela própria garante que é assim que ele trata todas as outras, inclusive as “quengas”, ou seja meretriz. Se chamar a mulher apenas pelo nome, é considerado frio e distante.

Outras situações interessantes são com relação ao sexo. Se desejar a mulher todo dia é qualificado de maníaco sexual. Mas, se não a procura com frequência, tem outra. Se elogiar a mulher, ela própria o chama de mentiroso. Se a critica é porque não ama mais. Agora vejam outro detalhe: se ele diz aos amigos que é feliz no casamento, dizem que ele é hipócrita. Se se diz insatisfeito é um ingrato.

Vendo o seu relacionamento pelo lado financeiro e econômico, há também essa mesma dicotomia. Se não tem dinheiro é fracassado e se tem muito é corno. Se não comemora aniversário de casamento é porque está se lixando. Entretanto, se o festeja foi porque alguém lembrou. Se não compartilha das atividades domésticas é machista e, quando se dispõe, a própria mulher o critica dizendo que não faz nada direito.

Para não cometermos injustiça é fundamental que saibam que pesa para as mulheres os mesmos dilemas. Se a esposa é atenciosa com o marido é chamada de interesseira e não carinhosa. Também é criticada por chamá-lo por um apelido carinhoso. Seu elogiar o marido está ironizando, e se o critica é porque está nos dias de TPM.

Agora vejam! Quando diz que é feliz no casamento alguém diz:

– É obvio, também com o marido que tem!

No entanto, se se diz insatisfeita, aquela mesma pessoa comenta em tom de deboche:

– É uma ingrata! Um homem tão bom como aquele ela não vai encontrar em lugar nenhum, principalmente hoje com tanto veado enrustido.

E quando ela tem muito dinheiro? As amigas e amigos dizem logo que foi vítima do golpe do baú. E se não tem grana é considerada uma escrava do lar. E quando essa procura outras atividades fora do ambiente doméstico, é considerada uma ameaça ou está tentando coroar a testa do marido.
São falácias, ditos pejorativos dos inconformistas, mas que servem para mostrar ilustrativamente as situações tocantes ao homem e à mulher. Em que pesem as falácias, nessa guerra de lança contra lança é muito rara. Na realidade, a mulher é quem sai perdendo.

Portanto, meu caro internauta: a figura do marido não é só decorativa. Não podemos ser críticos vorazes, impiedosos. O amor é fundamental ao entrelaçamento da família, célula mater da sociedade, que deve ser preservada a todo custo.

Gonzaga de Andrade

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