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Sexta-feira, 23 de junho de 2017
POR QUE USAR TANTOS QUÊS?

A palavra QUE tem sido usada excessivamente. Ela é uma “pedra no sapato” do escritor, ou qualquer aventureiro das letras. É fácil de ser evitada para a beleza e fluência do texto como afirma o gramático Mário Barreto, em “Novíssimos Estudos da Língua Portuguesa”.

Esse pronome relativo admite diversos tipos de antecedentes: nome de coisa ou pessoa, pronome demonstrativo ou outro pronome. É muito usado em períodos de orações subordinadas, de estrutura difícil e complicada e, às vezes, até exerce a função exclamativa.

No entanto, seu emprego mais amplo é de pronome relativo. As pessoas pouco versadas no domínio da Língua Portuguesa usam e abusam dessa inigualável partícula. Aliás, encontramos textos jornalísticos mais parecendo cópia de depoimento policial.

É recomendável uma melhor familiarização com a gramática – aquele livrinho chato – mas tanto quanto o dicionário, indispensável à boa fluência de um texto. Não se escreve bem sem conhecimento da língua pátria, pois essa palavra muda conforme a frase proferida ou escrita.

Por vezes, esse monossílabo pode ser uma conjunção subordinativa integrante; um elemento inicial claro ou oculto das orações optativas; uma partícula expletiva – isto é, palavra ou função redundante. É mais comum o encontrarmos como conjunção subordinativa final, causal, concessiva ou temporal. E ainda ser usado como conjunção coordenativa aditiva.

Esse pronome relativo é sem dúvida incrível e sempre ao dispor dos aventureiros das letras. Todavia suas funções não terminam por ai. Ainda há outras atuações desse insubmisso termo, causa de erros ou redundâncias. Sempre será uma arma perigosa e mutante. Não duvidem!

Estudando as suas várias nuances, ainda o encontramos grafado como conjunção subordinativa comparativa. Uma linha mais adiante e lá está ele na inibidora função de advérbio. Ele pode ainda surgir como preposição, no sentido de exceto ou salvo. Lá adiante no texto ele pode surgir como interjeição designando e dando ênfase ao espanto. Observe: nesse caso ele deve ser grafado com acento circunflexo.

Sua função mais simples e menos usada é como substantivo masculino, designando o nome da própria letra. Há um detalhe a ser considerado. Esse vocábulo é usado como substantivo masculino ao designar alguma coisa; uma dificuldade, uma complicação. É uma questão de observação e nada é difícil. As dificuldades nós as criamos ao usar esse pronome relativo, necessário e indispensável na Língua Portuguesa. Escrever não é difícil e viram quantas vezes eu grafei o termo?

Gonzaga de Andrade

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