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Segunda-feira, 21 de agosto de 2017
QUAL É O PROBLEMA, AFINAL?

Tem aqueles dias em que você acorda sem a menor paciência. Tudo lhe incomoda, até o tic-tac do relógio. Você consulta o desgraçado e vê que está atrasado e precisa chegar ao centro rapidamente para resolver esse ou aquele negócio importante.

Sai apressado e quando dá partida no carro escuta aquele ruído estressante e agonizado. “Antes não estava assim. O que será que aconteceu”. Abre o capô, olha, olha e não vê nada de diferente, apenas o barulho chato que incomoda pra caramba. Você não especialista no assunto.

Bom, resolve dá uma passada numa oficina. Nada específico. Apenas para ter um diagnóstico de um mecânico sobre aquele probleminha chato. Finalmente encontra uma oficina em sua trajetória. Menos mal! E resolve dá aquela parada. Pedir a opinião de quem sabe.

Sua primeira impressão do local não é nada agradável. Sujeira por toda parte, carros e mais carros em serviços. Mais parece um estacionamento do Detran. Lá vem o seu salvador: o mecânico. Camiseta suja, despenteado, cara melada de graxa. "Mas assim, logo cedo da manhã?" Que importa!

Já que você parou é o jeito ter ao menos uma opinião. Explica a ele, o mecânico, ou seja o que for, o que está acontecendo com o seu carro. Ele pede para ligar o motor e abrir capô para fazer uma verificação e, ao menos dizer o que diabos está acontecendo e porque aquele barulho chato de alguma coisa arranhando.

O cidadão mexe aqui e ali, põe a mão sobre o cabeçote e lhe diz no linguajar mais sacana, próprio dos mecânicos: “Oi, isso aqui tá me parecendo que é a carlinga do cabeçote qui tá fazendo frequição na entrada da biela”. Você fica pasmo e com vontade de dizer alguma coisa. 

Você já está meio chateado com tudo lhe tem acontecido e para não dizer nenhuma ofensa ao nobre mecânico e "especialista" que, pelo diagnóstico, não entende de nada. E seu carro não é nenhum barco, logo não tem carlinga coisa nenhuma, não tem essa tal peça que é uma gola metálica para segurar o mastro.

O melhor mesmo é ir embora, com aquele sorriso escrachado. E diz para o "mestre" que vai deixar essa tal carlinga fazer mais "frequição" na entrada da biela. Depois voltará para que se faça um reparo. O jeito mesmo é rir e sair curtindo a vida para ver se o seu dia melhora mais um pouco.

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