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Segunda-feira, 23 de abril de 2018
Saudade do futebol da molecada

Tempos de criança! Poucos lembram, mas eram fantásticos. Hoje, quem os lembra, sabe que eram momentos mágicos. A preocupação não existia. A imaginação corria solta e a criatividade de todos era compartilhada. Meninos e meninas, o universo era um só. Diferente de hoje quando todos foram invadidos por redes sociais, computadores, celulares, essa coisas tecnológicas da atualidade!

Meu filho Gláuber chega pra lembrar momentos gloriosos da velha infância. Felizmente ele ainda alcançou parte daqueles tempos. A saudade bateu à minha porta! Particularmente, vou relembrar de futebol. Todos gostavam! A gente sempre procurava cumprir as regras feitas sabe lá por quem. Isso não importa! O bom era que cumpríamos as regras, tipo: os 2 melhores não podem estar no mesmo time. Tínhamos que tirar no par ou impar e ver para onde cada um deles iria. A regra era clara!

Tinha-se todo o cuidado para não sacanear o colega e evitar a humilhação de ser escolhido por último. Depois do jogo a pancada cantava! Outra merda era que o pior de cada time tinha de ser goleiro, raramente aparecia algum moleque que gostasse de agarrar bola. Havia outra saída: se ninguém aceitava ser goleiro, havia o rodízio e quem estivesse lá só sairia quando levasse um gol.

E quando havia um pênalti? Saia o goleiro ruim e entrava o bom pra evitar o gol. Ah! Tinha outra coisa: as faltas eram marcadas no grito, porque não tinha juiz: se o cara era atingido tinha de gritar como se tivesse quebrado uma perna. Tudo para se conseguir a falta. A mesma coisa era quando se estava disputando um lance e a bola saia, tinha-se de gritar: “É nossa!” Pegava-se a bola o mais rápido possível pra bater lateral ou escanteio. Os lances polêmicos eram resolvidos no grito ou na porrada.

O gostoso era quando vinha um carro ou uma mulher grávida e criança. Afinal jogávamos na rua da nossa casa. E então valia o grito: “Parou, parooou!” Isso não valia para alguém que sofresse uma lesão séria, como arrancar a tampa do dedão do pé, ralar o joelho, sangrar o nariz. Tudo isso era normal. O jogo continuava!

Como as regras sempre eram muito claras, um time jogava sem camisa e outro não. O dono da bola e das camisas jogava sempre no time do melhor jogador. Nada mais justo! Ah! Tinha aquela: os piores jogadores ficavam sempre na zaga e quem chutasse a bola pra longe tinha de ir buscar.

O mais gostoso de tudo era que a partida só acabava quando todos estavam cansados, quando anoitecia, ou quando a mãe do dono da bola o mandava ir pra casa. Isso sem falar naquela da vizinha que prendia a bola que caiu na casa dela ou até, às vezes, cortava a pelota. E o placar? Ah! Era o bom do jogo, mesmo que estivesse 15 a 0, a partida só acabava quando se fazia o último gol. Esse era o time vencedor.

Isso não existe mais nos dias de hoje. Agora só as redes sociais, computadores, celulares. A vida parece que parou. O passado morreu, perdeu-se o encantamento da infância feliz, descontraída onde se sabia aproveitar cada momento. Tempos idos! SAUDADES!

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