Avaliação do Usuário

Estrela ativaEstrela ativaEstrela ativaEstrela ativaEstrela ativa

Sexta-feira, 3 de agosto de 2018
A HUMANIDADE ENTRISTECEU

Não podemos levar a vida tão a sério, a ponto de nos tornar nossos próprios carrascos. O riso é uma das maiores terapias para uma série de problemas que nos cercam, sobretudo o estresse. O escritor Eça de Queiroz (foto) dizia que “o riso acabou porque a humanidade entristeceu”.

Jamais conseguiremos matar o riso. Assim como a alegria, ele é privilégio do gênero humano. Alias, duas coisas ainda inexplicáveis para a ciência. A fonte do riso e da graça está no nosso cotidiano. A cada dia vemos, ouvimos e também contribuímos com nossas gafes, resultados de atos impensados e estimulados pela pressa. O jornalismo é uma das grandes fontes, além de outras profissões.

Outro dia um locutor de rádio dizia ao anunciar as condições do tempo: “... na cidade, chove torrencialmente, porém fraco”. Depois do feito, corrigí-lo é errar duas vezes. Que tal aquela notícia publicada no jornal, onde se lia: "o acidente fez um total de um morto e três desaparecidos. Teme-se que não haja vítimas”.

COMO ENTENDER? - Uma certa autoridade, quando do começo do grande incêndio acontecido em Roraima, em 1998, falando à imprensa disse: "Centenas de hectares de mata nativa consumidos pelo fogo. Em princípio trata-se de um incêndio”. Com a insistência do repórter para confirmar se era mesmo incêndio, recebeu como resposta: “estamos investigando essa possibilidade”.

E o que dizer daquele anúncio de ótica transmitido pela rádio, onde o locutor dizia: “... fazemos os seus óculos por pessoal diplomado em apenas meia hora”. Vamos e venhamos é um curso técnico rapidíssimo! E tem um outro comercial de uma tal “farinha de trigo dona Benta sem fermento...” o que não condiz com a foto da tal dona Benta, uma senhora bem rechonchuda.

Voltando às gafes jornalísticas. Chega à redação do jornal uma nota de falecimento já no fechamento da edição. O editor encaminha-a para a gráfica com uma recomendação em letras grandes escritas ao pé da folha: “SE HOUVER ESPAÇO”. No outro dia, para a sua surpresa a nota foi publicada da seguinte forma:
“Comunicamos com profundo pesar o falecimento do Sr. fulano de tal, ocorrido ontem, a tal hora no Hospital Pronto Socorro. O sepultamento acontecerá hoje, às 17 horas, no cemitério municipal. Que Deus tenha piedade de sua alma acolhendo-a no céu. SE HOUVER ESPAÇO”. Imaginem o mal-estar que isso causou à família.

Essa outra é de uma genialidade fantástica. Um delegado do Mato Grosso encerrou assim seu relatório de assassinato: “A vítima foi encontrada às margens do rio Sucuriu, retalhada em quatro pedaços, com os membros separados do tronco, dentro de um saco de aniagem, amarrado e atado a uma pesada pedra. Ao que tudo indica, parece afastada a hipótese de suicídio”.

E O PAPAGAIO? - No meio jurídico também surgem muitas, como aquela proferida pelo falecido magistrado Pedro Conde, do Tribunal de Justiça do Piauí e professor da Faculdade de Direito. Encarregado de recepcionar no Piauí um ilustre mestre do Direito Romano. Em sua saudação ele disse:

– O senhor é uma sumidade no estudo do Direito Romano, eu diria até um papa no assunto. E deveria até ser chamado de Gaio, que foi um dos mais excepcionais mestres do Direito em Roma antiga. Então minha saudação estaria resumida nesta expressão: Papagaio!

“Quanto mais uma sociedade é culta, mais sua face é triste". Argumentava ainda o extraordinário Eça de Queiroz. Talvez, ele tenha razão, mas devemos ficar atentos a tudo que nos cerca. Perder o riso e a graça é tornar a existência amarga. Não podemos abrir mão dessa terapia que nos torna mais humanos, mais dinâmicos, mais saudáveis. Portanto, manter o riso e a alegria é fundamental, sobretudo observando o que se passa em nosso cotidiano, para manter o bom humor sempre em alta.

0
0
0
s2smodern

logo JRH down