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Sábado, 28 de outubro de 2017
Quando o que se escreveu vira motivo de riso

Os erros são consequência mais da falta de atenção, principalmente numa atividade dinâmica como o jornalismo escrito. A mensagem errada que fica será imutável, pois a escrita é um marco inapagável. Vez por outra nos deparamos com manchetes de jornais hilariantes como esta: "Parece que ela foi morta pelo seu assassino." E esta outra: "Ferido no joelho, ele perdeu a cabeça".

Há coisas do tipo: "Os antigos prisioneiros terão a alegria de se reencontrar para lembrar os anos de sofrimento." E quando o editor é primoroso e quer dá um toque de intelectualidade escreve: "A polícia e a justiça serão as duas mãos de um mesmo braço." Há também aqueles títulos detalhistas, como: "O acidente fez um total de um morto e três desaparecidos. Teme-se que não haja vítimas." Há coisas incompreensíveis, do tipo: "Este ano, as festas do 4 de Setembro coincidem exatamente com a data de 4 de Setembro, que é a data exata, pois 4 de Setembro é um Domingo."

Neste tempo de seca deparamo-nos com coisas interessantes como esta manchete de jornal: "Quatro hectares de trigo foram queimados. A princípio, trata-se de um incêndio." Ficamos preocupados sem saber mais o que o fogo. Pior mesmo foi quando apressado editor, empolgado para registrar a morte de uma doente, escreveu: "No corredor do hospital psiquiátrico, os pacientes corriam como loucos." Mais adiante concluiu: "O velho reformado, antes de apertar o pescoço da mulher até a morte, suicidou-se."

Entretanto tem os casos em que a pressa justifica ser inimiga da perfeição, e o caro se atrapalha todo e escreve: "Ela contraiu a doença na época em que ainda estava viva." Imagine que fatalidade! Já o repórter que fazia a cobertura de um simpósio médico escreveu: "A conferência sobre a prisão de ventre foi seguida de um farto almoço."

Um repórter policial ao narrar um estranho achado, escreveu: "A polícia encontrou no esgoto um tronco que provém, seguramente, de um corpo cortado em pedaços. E tudo indica que o tronco faça parte das pernas encontradas na semana passada." Dentre tantos achados tem a seguinte: "Na chegada da polícia, o cadáver encontrava-se rigorosamente imóvel." Tem estas outras duas: "O acidente provocou uma forte comoção em toda região, onde o veículo era muito conhecido." "As circunstâncias da morte de um chefe de iluminação permanecem rigorosamente obscuras."

Querendo dar um ar literário a sua noticia sobre um concerto, o repórter escreveu: "É uma bela obra, de onde parecia exalar toda a fria tristeza da estepe gelada. Foi executada com um calor magistral." É deslumbrante esse raciocínio. Vejam este outro: "Apesar de a meteorologia estar em greve, o tempo esfriou ontem intensamente." Sem o menor sentido tem esta outra: "Depois de algum tempo, a água corrente foi instalada no cemitério, para a satisfação dos habitantes."

E, para finalizar, já que estamos no outubro rosa, lembramos uma manchete, cujo redator falava de uma importante descoberta da medicina para combater o câncer, ele escreveu: "Esta nova terapia traz esperanças a todos que morrem de câncer a cada ano." No dia seguinte, com tantas reclamações, o editor fez um pedido de desculpas da seguinte forma: "Os nossos leitores nos desculparão por este erro indesculpável."

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