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Segunda-feira, 16 de outubro de 2017
Sejamos justos com a vida e sábios com nós mesmos

Ser algoz de si mesmo é não valorizar a vida, que deve ser conduzida a passos firmes. Portanto, não podemos ser aquele inexperiente marinheiro de primeira viagem em busca de explicações para os males alheios, ou justificar erros e deficiências dos outros, esquecendo-se olhar para o nosso interior.

Não podemos, também, ser o malvado pirata de mão de gancho, tapa-olho e perna-de-pau, lutando contra o mundo na tentativa vã de justificar as nossas deficiências, as quais teremos que carregar durante toda uma vida, por culpa da nossa imprudência.

Não adianta dizer que durante uma batalha no alto mar da vida caímos no imenso oceano em meio aos tubarões, um dos quais devorou nossa perna, forçando-nos a viver com uma perna-de-pau para garantir nosso equilíbrio, afinal lutamos para não usar um par de muletas.

Se não temos uma das mãos e usamos um gancho em seu lugar, até podemos culpar aqueles que desejavam ver o nosso fim em uma das grandes batalhas que travamos ao longo da existência. Todavia, tenhamos a coragem de afirmar que o gancho que substitui uma das mãos é porque ela foi decepada pelo inimigo. Afinal, queríamos levar vantagem em tudo.

Se usamos um tapa-olho, não culpemos as gaivotas só porque arriscamos olhar para o céu e uma delas, por azar, cagou sobre nós e seu excremento caiu em nosso olho furado pelo nosso próprio gancho da insensatez, na tentativa de limpar a visão, tudo por que não estávamos acostumados, ainda, com mais essa deficiência.

Tenhamos consciência, como afirmou William Shakespeare, na célebre peça “Júlio César” de que "o mal que os homens fazem, a eles sobrevive, mas o bem quase sempre com seus ossos é enterrado". Portanto, valorizemos a vida e sejamos justos com ela e sábios com nós mesmos.

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