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Sexta-feira, 13 de abril de 2018
O CIRCO DA POLÍTICA E A MASSA DE MANOBRA

Estamos às portas de outra eleição. Gritos aqui, protestos ali, desabafos inoportunos acolá, acusações de candidatos, eleitores ou simpatizantes pusilânimes de todos os lados e tendências políticas. Afinal, ninguém tem a coragem suficiente para “enfrentar o dragão” da verdade sozinho, e, não tendo São Jorge a seu favor, busca o apoio da massa que deixa levar por migalhas.

Isso mesmo, a massa de manobra, formada por eleitores que ainda não entenderam o poder que tem o voto, o poder transformador. Preferem viver da miserabilidade de políticas sociais e doações. São eleitores mendigos, que neste período começam a empreender uma grande jornada em meio a políticos corruptos, capazes de tudo fazer para conquistar o voto e chegarem ao poder.

Esquerda, direita, centro e tantas outras tendências deste poliedro político, não encontram segmentação no anseio popular, tampouco suas tendências terão força, poder ou vontade para lutar pelo desenvolvimento e bem-estar da massa popular manipulada com desfaçatez, apertos de mãos, abraços, tapinhas nas costas e visitas domiciliares neste período, como se fossem velhos amigos.

O que temos aqui ou em qualquer parte do país é um grande feirão que começa a se instalar sob a lona do circo político. Os vendilhões de benesses e prosperidade para povo há algum tempo estão ensaiando o grito de guerra. Por enquanto, ainda não é chamada a massa popular, apenas os sequazes, os psicasténicos. A massa manobrável só aparecerá quando o jogo estiver todo montado para a hora do leilão.

Os governos, em todos os segmentos, irão garantir ações políticas e programas salvadores, tipo bolsas isso, bolsa aquilo, vales e cartões que sirvam de atrativos e dentro da melhor prática romana do pão e circo para agradar o povo. Hoje tudo isso está disfarçado com o nome de POLÍTICA SOCIAL para alimentar a plebe ignara, que muitas vezes vende o voto e na melhor forma de honestidade o entrega no dia da eleição.

Direita ou esquerda, democracia ou socialismo, são faces da mesma moeda desgastada, inflacionada, que não consegue manter o poder em favor do povo que é apenas um detalhe, um degrau da escada para alcançar a vitória. A política – essa ciência extraordinária e corrompida em sua essência – é uma vertente do capitalismo que vem com a desfaçatez democrática de ações tipo “do povo, pelo povo e para o povo”.

Traduza-se na melhor forma de Maquiavel: “deles, por eles e para eles”, sublimado no sentido amplo que nos deixam as coligações que é juntar, dividir para dominar. Todo político tem impregnado na sua cultura burlesca uma grande dosagem do tal socialismo, não importa em qual segmento do poliedro ele se encontra. Daí a razão dos enriquecimentos ilícitos: dividir só o dos outros “o povo já teve a sua cota ao entrar no circo”, assim dizem.

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