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Terça-feira, 16 de fevereiro de 2016
A POLÍTICA ESTÁ FICANDO ÓRFÃ DE LIDERANÇAS

A política é uma ciência, através da qual aprendemos e temos obrigação de conviver entre os contrários, buscando um ponto de equilíbrio, pois só desta forma se poderá tomar decisões sábias que venham resultar em benefício para o povo.

Desta forma, a política é exercida com liderança e não com totalitarismo ou com utopia, pois das formas mais bem pensadas resultarão as decisões que irão nortear sua organização como ciência e, até como tecnocracia, como pensava Maquiavel.

A política é a arte de governar, de dar melhor suporte ao estado, às instituições. No entanto, esses conceitos parecem que estão sumindo, visto que os partidos hoje misturam todas as formas traçadas ao longo dos tempos e deformam essa grande ciência.

Não é atoa que temos o desprestígio da classe política que ao longo dos anos está se esfalfando em consequência da crescente corrupção e, com isso, as grandes lideranças não conseguem plantar sementes que frutifiquem e sequenciem o trabalho, que em outros tempos conquistava o respeito do povo.

Política se faz com garra, com sabedoria, com o aprofundamento de conceitos básicos e fundamentais para o exercício da cidadania e não para deleite próprio, como muitos insistem em fazer, arrojando-se de lideres e nada fazem. Estes que assim procedem são apenas eminências pardas.

Isso mesmo. Eminências pardas, porque não entendem o significado dessa grande arte. Muitos afirmam que leem grandes mestres da política, mas parecem que não assimilam nada. Pois não frutifica uma só liderança que imprima vigor ao trabalho da arte política.

É comum ouvirmos alguém dizer que têm como livro de cabeceira esse ou aquele proeminente mestre da arte política, tudo fanfarra. Não conhecem a forma utópica de Platão, a tecnocracia de Maquiavel, do cardeal Richilieu, o discernimento científico de Descartes.

O que é certo é que na política brasileira estamos ficando órfãos de lideranças que encorajem a nação a pensar e não a roubar, saquear o erário, usar o povo como massa de manobra fazendo de políticas sociais podres a ditadura do pensamento. Temos de acordar, o povo mudar o quadro nefasto que temos vivenciado.

Gonzaga de Andrade

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