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Marinez Andrade

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Domingo, 25 de agosto de 2019
Cuidado! com a sonolência Excessiva

Você está se sentindo sonolento o tempo todo, seja por não dormir o suficiente à noite ou simplesmente porque se sente cansado? Se você respondeu com um "sim" e é uma pessoa que precisa tirar vários cochilos apenas para passar o dia ou alguém que cronicamente não dorme o suficiente, é melhor prestar atenção a essa pesquisa. Em um novo estudo de 2019, neurocientistas da Universidade da Califórnia em São Francisco (UCSF) associaram o cochilo excessivo a uma doença muito perigosa, Alzheimer.

E enquanto este estudo recente lança luz sobre o que poderia ser a causa do aumento da sonolência em pacientes com Alzheimer, a ideia de distúrbios do sono e de Alzheimer estarem de alguma forma ligados não é nova, já que pesquisas anteriores também confirmaram que o sono ruim ou escassez de sono, são mais comuns em pacientes de Alzheimer do que em outras pessoas.

Como você deve saber, o mal de Alzheimer é uma doença progressiva que interfere na memória e na capacidade de raciocínio de uma pessoa, degradando gradativamente o tecido cerebral e tornando as conexões neurais cada vez mais fracas. Observou-se que a doença afeta a camada mais externa do cérebro, o córtex, que é onde residem todos os núcleos neuronais responsáveis pela cognição, memória e pensamento, mas o estudo da UCSF teve como objetivo observar duas áreas muito diferentes associadas à regulação do sono: o tronco cerebral e algumas regiões subcorticais.

Comparando amostras post-mortem de 13 pacientes com Alzheimer com aquelas de indivíduos em tratamento, os pesquisadores descobriram que as áreas cerebrais associadas ao sono foram severamente afetadas em pacientes com Alzheimer. Mais especificamente, os pesquisadores descobriram emaranhados de acumulação de proteína tau nas fibras condutoras dos neurônios, que cortam o suprimento de nutrientes para os corpos celulares dos neurônios e provocam a morte das células nervosas nas regiões estudadas.

As proteínas Tau normalmente ajudam no suprimento de nutrientes, mas por razões desconhecidas, essa proteína se acumula em emaranhados nos pacientes de Alzheimer. Esses e outros emaranhados de proteínas são as marcas do Alzheimer, mas essa foi a primeira vez em que eles foram encontrados em regiões do cérebro que não o córtex, confirmando que a doença de Alzheimer é devastadora para todo o cérebro.

As evidências deste estudo ampliam ainda mais as conclusões anteriores sobre os efeitos da privação de sono no desenvolvimento do Mal de Alzheimer. Nomeadamente, estudos observacionais sugeriram que a falta de sono aumenta o risco de desenvolver Alzheimer, enquanto explorações microbiológicas associam o sono insuficiente a um risco acrescido de placas amiloides no cérebro. Os amiloides são outras proteínas também amplamente associadas ao risco de doença de Alzheimer.

Por fim, também é possível vincular um estudo de 2019 da Universidade da Califórnia em Berkeley, observando que os pacientes na faixa dos 50 e 60 anos que relatavam sono ruim tinham maior probabilidade de ter emaranhados de proteína em comparação com aqueles que dormiam bem. De fato, algumas mudanças no estilo de vida diminuíram o risco de Alzheimer.

A limitação óbvia de todos esses estudos é aquela comum a todas as pesquisas correlacionais: não sabemos se foi a falta de sono que contribuiu para a doença de Alzheimer ou vice-versa. Ainda assim, é apenas mais um motivo para dormir o suficiente todas as noites, por precaução, e mais do que suficiente para levar o nosso sono mais a sério e perceber que, às vezes, sentir-se sonolento ou insone o tempo todo é mais do que suficiente para visitar o médico. (Com informações de https://www.tudoporemail.com.br )

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