Mon, Jul 24, 2017

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Sábado, 22 de julho de 2017
Gravação clandestina: Polícia Federal conclui que Romero Jucá não tentou obstruir a Lava-Jato

A Polícia Federal concluiu que o senador roraimense Romero Jucá não tentou barrar a operação Lava-Jato tomando como base aquela gravação clandestina feita pelo ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, que gravou também o senador alagoano Renan Calheiros e o ex-presidente José Sarney, igualmente inocentados pela PF.

No relatório final da investigação, enviado ontem ao Supremo Tribunal Federal (STF), a PF entendeu que as conversas gravadas entre os três políticos com o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, não configuraram crime. No inquérito, a PF recomenda inclusive que, por mentiroso, Sérgio Machado deveria perder a liberdade garantida pelo acordo de delação.

O documento, de 59 páginas, assinado pela delegada Graziele Machado da Costa e Silva, a Polícia Federal conclui que não houve crime de obstrução. Para a PF, a eventual intenção não pode ser considerada crime, e, portanto, os políticos não cometeram atos de obstrução da Justiça.

O inquérito foi aberto pelo ministro Luiz Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, a pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, com base na delação de Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro.

Não compreendemos existir elementos indiciários de materialidade do crime (…) haja vista que no espectro cognitivo próprio desta sede indiciaria, o conteúdo dos diálogos gravados e a atividade parlamentar dos envolvidos ou no período em comento não nos pareceu configurar as condutas típicas de impedir ou embaraçar as investigações decorrentes da Lava Jato”, diz o texto do relatório.

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