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Sábado, 20 de julho de 2019
Migração desordenada: Agência da ONU aponta riscos de venezuelanos em rota de fuga

Uma pesquisa sobre venezuelanos que fugiram de seu país revelou que metade (50,2%) das famílias entrevistadas enfrentaram ou continuam enfrentando riscos específicos durante suas jornadas por conta de fatores como idade, gênero, saúde e outras necessidades. Há também aqueles que precisaram tomar drásticas decisões para sobreviver, incluindo mendicância, trabalho infantil ou então sexo de subsistência.

Estes fatores estão entre as descobertas da pesquisa publicada ontem (19) pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR). Os resultados estão baseados em 7.846 entrevistas conduzidas em diversos países da América Latina e Caribe de janeiro a junho de 2019, no qual pessoas eram perguntadas sobre suas experiências familiares.

Embora governos da região tenham emitido diversos vistos de residência temporária para venezuelanos, 34% dos entrevistados não tinham nenhum tipo de documentação, seja porque entraram de maneira irregular em um país ou porque suas permissões expiraram. O resto disse ter vistos temporários ou de turismo, com apenas 4% tendo residência permanente.

Quinze por cento dos entrevistados solicitou asilo e 26% disse planejar fazer isso. Para aqueles que não pretendem fazer a solicitação, a maioria não conhecia a existência de procedimentos e direitos, com alguns acreditando erroneamente que solicitar asilo os impediria de retornar para casa. É importante notar que apesar de um número relativamente baixo de solicitações até o momento, o sistema de asilo da região está sobrecarregado.

Cerca de 66% dos entrevistados disseram estar desempregados ou trabalhando informalmente, e 43% disseram ter enfrentado dificuldades em encontrar acomodação, principalmente devido à falta de fundos e documentos, bem como discriminação por conta de sua nacionalidade.

As entrevistas – realizadas na Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, República Dominicana, Equador, Peru e Uruguai – fazem parte dos esforços coordenados do ACNUR, municípios, ONGs e ministérios do governo para obter uma visão abrangente dos riscos de proteção e do acesso limitado aos direitos enfrentados pelos venezuelanos nos países de trânsito ou destino, bem como suas necessidades. Fonte | ACNUR

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