peronico

Avaliação do Usuário

Estrela inativaEstrela inativaEstrela inativaEstrela inativaEstrela inativa
 

Quarta-feira, 18 de outubro de 2017
Romero Jucá defende Aécio Neves e diz que Janot ‘teve que engolir a poeira da mentira’

No Plenário do Senado, Romero Jucá aparece com o placar ao fundo contendo o resultado da votação. Foto | Ascom Senado

Após anunciar que não iria comparecer à sessão de ontem no Senado, o líder do governo Romero Jucá (PMDB), voltou atrás e chegou no Senado a tempo de fechar a lista de discursos e votou pela manutenção do mandato do mineiro Aécio Neves. “Vim apenas votar”, afirmou Jucá que abandonou o tratamento médico em São Paulo apenas para firmar posição contra decisão do STF que havia enclausurado Aécio em casa e o afastado do mandato.

O senador passou duas semanas internado no hospital Sírio Libanês, em São Paulo, para tratar de uma diverticulite aguda. Depois de ter alta, no domingo, Jucá gravou um vídeo para informar que estava bem e que tinha deixado o hospital. Ele passou por uma cirurgia na última quarta-feira. Com a ausência do peemedebista, Aécio Neves perderia um provável voto favorável.

Romero Jucá foi o último senador a falar a favor do senador Aécio Neves (PSDB-MG). Na prática, o PMDB saiu em defesa mais explícita de Aécio Neves do que o PSDB. Jucá criticou duramente o ex-procurador-geral da República Janot, lembrando que o ex-procurador pediu a sua prisão e do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) e do ex-senador José Sarney.

— Antes de sair, Janot teve que engolir a poeira da mentira. São casos em que não se sustentam em pé. O benefício da dúvida não é para o carrasco. Depois que o carrasco corta o pescoço, não tem como emendá-lo. O benefício da dúvida é para o investigado. É não a favor da democracia — atacou Jucá, acrescentando: — O que estamos discutindo aqui não é se a decisão do Supremo vale ou não e sim o que o senhor Rodrigo Janot colocou de que o senador Aécio não poderia ficar no seu mandato. Janot não tem credibilidade para dizer nada contra ninguém depois dessas delações

Jucá lembrou que foi votar mesmo doente, e disse que não existem democracia sem um “mandato inviolável” dos parlamentares. Ele ressaltou que não está “passando a mão na cabeça de ninguém”.

— Quis Deus que tivesse a saúde, para depois de operado, estivesse aqui para falar como último orador. O primeiro orador, Jader, registrou o dever que tinha como senador da República de se posicionar. Temos o direito de fazer isso por privilégio? Não. Temos o direito de fazer isso pela democracia, pela defesa do mandato inviolável. Sem mandato inviolável, não há democracia que se sustente. E a democracia é o regime dos direitos — disse Jucá, ressaltando: — Não estaremos passando a mão na cabeça de ninguém. Só queremos dizer que o senador Aécio não pode ficar afastado do seu mandato por uma decisão de três, de uma Turma (do Supremo). Com informações | Senado Federal

0
0
0
s2smodern

logo new