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Quarta-feira, 1 de novembro de 2017
Suely consegue aprovar renegociação de débitos com BNDES e BB. Mais endividamento para o Estado

É espantoso mas a governadora Suely Campos obteve três triunfos ontem no Plenário da Assembleia com votos justamente da oposição. Três projetos que permitem o governo efetuar recomposição de créditos junto ao BNDES, ao Banco do Brasil e com Instituto de Previdência do Estado (IPER), alcançaram aprovação porque contou com a benignidade de parte do bloco antagonista, porém, com o protesto de cinco deputados que se abstiveram: Jorge Everton, Lenir Rodrigues, Izaias Maia, Massamy Eda e Dhiego Coelho. Mesmo em menor número, com apenas 9 deputados em plenário, a base chapa-branca consagrou-se.

Os pedidos de recomposição dos débitos geraram intensos debates entre os deputados nas comissões, porque o pedido do governo não está límpido quanto aos valores e origem da dívida a ser renegociada. O que deixou os deputados ainda mais irresignados é pelo tamanho do prazo e pela forma das pretensões do Governo que praticamente ganhou cheque em branco para endividar o Estado pelos próximos 30 anos.

Os prazos firmados na negociação com os bancos são excessivamente generosos para os dois contratos: 360 meses para a liquidação da dívida, com 40 meses de carência, ou seja, esse empréstimo será tomado agora e a conta fica para os sucessores de Suely e o povo de Roraima pelas próximas 3 décadas.

Na prática a recomposição das dívidas do governo esconde artifícios ardis e intencionais. A finalidade, todos sabem, é habilitar o Estado a se endividar ainda mais com a tomada de novos empréstimos, porque desde o desmanche do Estado ocasionado no governo de Zé Anchieta, que nos deixou uma herança maldita e uma dívida bilionária, Roraima não recuperou mais sua capacidade de endividamento.

Banido há algum tempo das linhas naturais de financiamentos bancários, o Governo ganhou carta branca, na verdade, um ‘presentaço’ antecipado de Natal para captar mais dinheiro no mercado. Os projetos aprovados ontem abrem as portas dos bancos para novos ‘papagaios’. E os deputados já sabem até quanto Suely quer captar no mercado financeiro para 2018, ano de eleição: R$ 185 milhões.

Mas os deputados da oposição tiveram o cuidado de emendar os projetos, com sugestões do deputado Jorge Everton, amarrando praticamente as pretensões governista: é que o Governo só toma novos empréstimos se a Assembleia autorizar por maioria absoluta.

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