peronico

Avaliação do Usuário

Estrela ativaEstrela ativaEstrela ativaEstrela ativaEstrela ativa
 

Sábado, 6 de janeiro de 2018
Jornal de São Paulo diz que PCC recruta venezuelanos em prisão de Roraima e amplia frente internacional do crime

Na PAMC, segundo o Jornal, é onde os venezuelanos são mais assediados pela facção criminosa PCC.

O jornal O Estado de S. Paulo, uma das maiores publicações nacionais, expôs a crise humanitária venezuelana por um outro ângulo. Segundo reportagem especial de página inteira, o jornal anota que a situação está se somando a uma crise carcerária e de segurança pública brasileira no interior da Penitenciária Agrícola de Monte Cristo (Pamc), consolidando uma perigosa relação criminosa entre a facção PCC que estaria cooptando venezuelanos que chegam cada vez em maior quantidade às cadeias locais.

Desde o fim de 2016, com o recrudescimento da crise política e econômica na Venezuela, cujos impactos vão da precariedade do sistema de saúde à pouca oferta de produtos nos supermercados, os vizinhos decidiram migrar. A cidade de Pacaraima, na fronteira, e a capital Boa Vista são as que notam os efeitos do fluxo, que deixa um rastro de superlotação em abrigos públicos e um número incomum de pedintes nas ruas.

A situação tem culminado na prisão de venezuelanos que se envolvem em crimes como furto e roubo de celular, além da entrada ilegal de combustível, e tráfico de drogas. Dados da Secretaria de Justiça de Roraima mostram que de cinco venezuelanos presos o número passou para mais de 60 em um ano.

Quem se aproveitou disso foram os integrantes da facção paulista PCC, que recrutam os estrangeiros para os quadros e fortalecem a conexão internacional em busca de armas, drogas e lavagem de dinheiro.

A cônsul da Venezuela em Roraima, Gabriela Ducharne, disse nesta quinta-feira (4) que a situação é verdadeira, mas a falta de informações fornecidas pelos presos impede que sejam tomadas providências.

"Não tenho muita informação porque eles não falam muito. Mas é verdade: estão sendo obrigados a entrar nas facções, senão sofrem as consequências. Eles não falam muito, mas dizem que estão sendo incluídos. Alguns não falam que são obrigados, só que estão fazendo parte."

Dos 726 mil detentos no sistema prisional do país, há 2.600 estrangeiros, segundo relatório do Ministério da Justiça. Dos estrangeiros, 56% são do continente americano. O relatório soma dados relativos a julho de 2016, quando em Roraima havia 31 estrangeiros, 1,3% dos presos do sistema local.

Procurado, o Ministério da Justiça não se posicionou sobre a atuação do PCC em Roraima. Afirmou que o serviço de inteligência da pasta recebe informes das polícias locais. Fonte | O Estadão.

0
0
0
s2smodern

logo JRH down