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Terça-feira, 30 de janeiro de 2018
O flagelo só aumenta: venezuelanos dormem em praças, incomodam o boa-vistense nas ruas e deformam a imagem da cidade

Venezuelanos vivem em estado de mendicância nas ruas e praças de Boa Vista. Puro flagelo. Foto | Redes Sociais

Não é preconceito não, muito menos xenofobia aos migrantes venezuelanos, mas está difícil conviver com essa gente que fugiu do país do caudilho Nicolás Maduro, para escapar da fome, da falta de liberdade e da violência. Estão transformando a paisagem urbanística de Boa Vista em verdadeiro flagelo, deformando a imagem pública de uma das capitais mais formosas da região Norte. Transformaram em residência fixa, por exemplo, a Praça Simon Bolívar, ali localizada na rotatória do Posto Trevo.

Eles ocupam praças, calçadas de farmácias, portas de agências bancárias, supermercados, se alojam em feiras livres, portas de restaurantes, esquinas de ruas e avenidas, espaço públicos abandonados, incomodam nos semáforos e ultimamente se promovem autoflagelados nos cruzamentos da cidade, carregando aquelas placas improvisadas em papelão onde assumem a condição de fustigados, apelando dramaticamente que a fome é a razão daquela situação ‘comovente’.

‘Tengo chambre’, diz a frase em espanhol, que quer dizer ‘estou com fome’. Certamente causa choque na primeira impressão. O apelo fulgente, óbvio, comove pela situação humana de cada um, afinal de contas estão sendo expulsos de sua Pátria Natal por um regime dominador que tirou-lhes até a liberdade de viver em paz em suas próprias casas. Praticamente apeados do berço por um soberano insensível e irresponsável que atolou o país em um lamaçal sem saída.

Mas por que nós cidadãos boa-vistenses temos que absorver essa condição de desventura dos venezuelanos sem resmungar? É Lastimável, situação de indigência, de extrema necessidade, de desgraça, um verdadeiro infortúnio, é verdade.

Ocorre que essa desdita está incomodando pela forma como essas pessoas nos abordam em nosso habitat, no nosso cotidiano, em circunstâncias até angustiantes quando vemos que até criancinhas recém-nascidas e pessoas deficientes são pulsadas ou tangidas para o ambiente de sobrevivência dos pedintes, onde são usadas para arrecadar dinheiro.

Tradicionalmente a imagem forma, deforma e transforma. Parece pleonasmo, redundância de termos no âmbito das palavras, mas temos que ver nessa migração venezuelana o real de frente. Evidente que não queremos que os ‘hermanos’, como costumamos chama-los, sejam despejados de volta na fronteira como material humano enjeitado. Claro que não. Mas não pode-se aceitar que fiquem nas ruas de Boa Vista eternamente pedindo esmolas como se a vida tivesse reservado para eles apenas essa condição de vida.

O poder público tem que descruzar os braços e recolocar esses seres humanos em um lugar mais digno. E tirá-lo das ruas e de nossas calçadas, porque a situação só tem piorado nos últimos dias com mais gente chegando a Roraima, pelo menos 1.200 todos os dias, segundo dados da Polícia Federal

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