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Segunda-feira, 21 de maio de 2018
Migração de venezuelanos para Roraima pode aumentar com vitória de Maduro

Nicolás Maduro vota em Caracas, na eleição em que a oposição acusa o Governo dele de fraudar o pleito.

O ex-prefeito de Caracas e um dos líderes da oposição na Venezuela, Antonio Ledezma, disse ontem em Brasília que a migração de pessoas fugindo da crise no país vizinho pode aumentar após as eleições venezuelanas, com a vitória de Nicolás Maduro para mais 6 anos de mandato.

Ele classificou as eleições de "fraude". Segundo o oposicionista ao regime do presidente Nicolás Maduro, a concretização do processo eleitoral pode aumentar a desesperança da população. A Venezuela vive uma intensa crise social, política e econômica. A oposição alega que o governo manipulou a eleição para garantir a vitória de Maduro.

Maduro foi reeleito para mais 6 anos de mandato após um dia de votação que teve horário ampliado, denúncias de fraude, tentativa de boicote da oposição e falta de reconhecimento por grande parte da comunidade internacional. Segundo o Conselho Nacional Eleitoral, Nicolás Maduro obteve 5.823.728 votos, ou 67% dos votos válidos.

“Se se concretiza a fraude nas eleições deste domingo (ontem), muita gente pode concluir que a luta está perdida e o que sobra para essa gente é a opção de ir embora. E isso pode aumentar a diáspora, a imigração”, disse Ledezma, que está no Brasil como parte de um roteiro por vários países para discutir a crise na Venezuela. Ele vive no exílio em Madri. Ledezma afirmou que os venezuelanos fogem do país porque essa é a única opção. “Ou é a vida ou a morte”, disse Ledezma.

Ele disse ainda que espera que os países não fechem suas fronteiras. “Os países estão se preparando para levar essa carga. Sabemos que muitas vezes somos uma carga, mas somos seres humanos, somos vizinhos”, relatou.

Segundo Ledezma a deterioração da economia tem sido apontada como o maior fator por trás do êxodo de venezuelanos em grande escala e a permanência de Maduro no poder deve aumentar ainda mais a falta de esperança de parte da população de haja qualquer reversão da crise no curto prazo.

Segundo uma pesquisa 45% dos entrevistados afirmaram que o principal motivo de seus familiares para deixar o país é a situação econômica. Em segundo lugar, com 25% das respostas, aparece a "desesperança". Em terceiro, a sensação de insegurança e só em quarto, com 11%, a situação política. Fonte | Agências de Notícias.

 

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