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Terça-feira, 22 de maio de 2018
Brasil não reconhece vitória de Maduro. Bloco de 14 países reduzirá relações com a Venezuela

Em nota emitida na manhã de ontem (21), o governo brasileiro, juntamente com os países integrantes do Grupo de Lima, afirmou que não reconhece a legitimidade do processo eleitoral realizado pela Venezuela no domingo, que culminou na vitória de Nicolás Maduro para um novo mandato até 2015.

O documento afirma que os 14 países concordaram ainda em reduzir o nível das relações diplomáticas com Caracas e convocarão seus embaixadores para consultas.

O Itamaraty lamentou que o "governo venezuelano não tenha atendido aos repetidos chamados da comunidade internacional pela realização de eleições livres, justas, transparentes e democráticas".

A chancelaria brasileira afirma ainda que, nas condições em que a votação foi realizada, "com numerosos presos políticos, partidos e lideranças políticas inabilitados, sem observação internacional independente e em contexto de absoluta falta de separação entre os poderes, o pleito do dia 20 de maio careceu de legitimidade e credibilidade".

"As eleições de ontem aprofundam a crise política no país, pois reforçam o caráter autoritário do regime, dificultam a necessária reconciliação nacional e contribuem para agravar a situação econômica, social e humanitária que aflige o povo venezuelano, com impactos negativos e significativos para toda a região, em particular os países vizinhos", diz o Itamaraty, em nota separada em relação ao Grupo de Lima.

Inflação de 13.000% - Dona das maiores reservas mundiais de petróleo, a Venezuela tem visto a sua economia encolher durante o mandato do presidente Nicolás Maduro. De 1913 até este ano, o Produto Interno Bruto (PIB) venezuelano foi reduzido pela metade, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), que prevê uma inflação superior a 13.000% em 2018 e um índice de desemprego de 36% até 2022.

Superar a grave crise econômica, social e política será o maior desafio de Maduro. O que se passa na Venezuela também preocupa os países vizinhos, que estão enfrentando uma crise humanitária na região, pois eles não têm estrutura para absorver os milhares de venezuelanos que fogem da hiperinflação e do desabastecimento.

A comunidade internacional acompanha com atenção e cuidado os desdobramentos na Venezuela, inclusive na análise sobre a possibilidade de impor sanções ao governo de Maduro, cobrar a preservação dos direitos humanos e a autonomia dos três Poderes.

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