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Terça-feira, 10 de julho de 2018
‘Boa Vista, a crônica da tragédia anunciada’, alerta Teresa em artigo sobre a migração

Imigrantes venezuelanos continuam chegando a Roraima. Em média 400 por dia, segundo a prefeita Teresa

Segunda-feira foi o dia de comemorar os 128 anos da fundação de Boa Vista, mas apesar da festa para a celebração da data e mostrar o quanto foi realizado e construído nesses últimos anos, a prefeita Teresa Surita (MDB) aproveitou a ocasião para relatar novamente as preocupações com um problema gravíssimo que atormenta a população local: a migração venezuelana que continua a causar problemas estruturais seríssimos na administração municipal.

Teresa deu entrevista para falar das conquistas obtidas nas suas últimas gestões, a melhoria da condição de vida das pessoas, a modernização que Boa Vista alcançou, mas o momento é de muita apreensão a ponto de ela [Teresa] opinar, em artigo na Folha de S. Paulo de ontem - jornal de maio circulação do país - , expressando inquietação e aflição já no título da publicação: “Boa Vista, a cônica da tragédia anunciada”.

O artigo aborda uma questão séria, que é a imprevisibilidade sobre a liberação de recursos necessários para manter o Exército no comando da ação assistencial e de controle na fronteira. Teresa preocupa-se porque dos R$ 198 milhões anunciados pelo Governo Federal, R$ 98 milhões sequer foram empenhados.

“Chegamos a uma situação limite. Estamos à beira do colapso social. Pergunto-me angustiada: o que vai acontecer com o fim da ajuda financeira do Governo Federal? Receio que, sem a devida estrutura adequada para lidar com a situação, Boa Vista não resista seis meses sem assistência que agora nos é sonegada”, diz Teresa no texto.

A prefeita chama ainda a atenção para o aspecto numérico dos venezuelanos que ainda continuam cruzando a fronteira em larga escala, em média de 400 pessoas por dia. “Se a tendência for mantida de entrada nessa escala, receberemos mais 10 mil venezuelanos até o final do ano. Ai a situação fugirá ao nosso controle”, alerta Teresa.

Chegamos a uma situação-limite. O que se vê no horizonte é um desastre social e urbano. Sem estrutura para lidar com a situação, Boa Vista não resistirá seis meses sem a assistência prometida, que o governo agora sonega. Além disso, a prometida interiorização do atendimento não aconteceu. E o hospital de campanha também não se materializou. A vacinação continua não sendo obrigatória e um surto de sarampo se espalha pelo Estado e região Norte.

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