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Sábado, 28 de julho de 2018
O Estado quebrou: Suely é autorizada a “meter a mão” no dinheiro do IPERR. ‘Isso é crime’, diz deputado Jorge Everton

O deputado Jorge Everton - que não participou da Sessão - reagiu com indignação: "é um crime", disse.

Absolutamente indignado o deputado estadual Jorge Everton (MDB) disparou ontem nas redes sociais um manifesto de protesto contra o que ele chamou de ‘atitude criminosa’ de colegas seus na Assembleia Legislativa, que aprovaram na quinta-feira à noite (26), em sessão extraordinária – da qual ele [Jorge] não participou – um projeto de lei que permite o uso das receitas do IPERR, pela Governadora Suely Campos, para saldar dívidas correntes e pagar salário de servidor.

“Um ato criminoso, irresponsável, ardiloso e sem vergonha da Assembleia”, disse Jorge Everton, irado porque segundo ele o ato compromete os recursos do fundo de amparo aos servidores do Estado, formado através do recolhimento das contribuições previdenciárias, que garantirá o futuro de quem se aposentar.

A Lei Complementar, aprovada na ALE, dá um cheque em branco para que Suely possa utilizar, até 31 de dezembro deste ano, um percentual gordo de 20% de toda a fatia dos recursos do IPERR, inclusive os valores aplicados, com a promessa de recompor tudo que for usado por ela – vejam bem a aberração – à razão de 1/60 (Um 60 avos) ao mês, a partir de 31 de dezembro de 2019.

“Ou seja, vão meter a mão no dinheiro do trabalhador estadual, gastar milhões, comprometer o Fundo do IPERR e deixar a conta para o futuro governador. Isso é crime. Repito: crime. Crime contra aposentadoria dos servidores. Esse dinheiro não pertence a governadora. Já não basta o desmando e a roubalheira que Suely tem feito no Estado?”, questiona o parlamentar.

Para tentar barrar a aplicação da lei, o que seria um desastre para os servidores, Jorge Everton encaminhou ao Ministério Público Estado, pedindo que algo seja feito judicialmente para que torna sem efeito o projeto aprovado na Assembleia. “Se algo não for feito, o futuro do servidor estará comprometido após ele se aposentar”, salienta Everton.

Segundo a mensagem encaminhada por Suely, os recursos que serão retirados do Fundo do IPERR, serão usados para assegurar os pagamentos de salários aos servidores ativos e inativos dos órgãos da administração pública direta, indireta, autarquias, fundações e demais servidores do Estado. O significado disso é que o Governo de Suely esvaziou o caixa, o Estado quebrou e deixa claro que não disporá de dinheiro para pagar salários e outras obrigações até o final do ano.

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