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Sexta-feira, 14 de setembro de 2018
Denarium tenta atrair eleitor com promessa demagógica. Diz que vai renunciar ao salário de governador

Antônio Denarium (D) foi o entrevistado da da TV Roraima e do G1RR, ontem. Foto | Reprodução TV Roraima

O investidor Antônio Denarium, candidato ao Governo de Roraima pelo PSL, foi o entrevistado da TV Roraima e G1, ontem de manhã. Um recruta na disputa eleitoral, Denarium não distinguiu-se das velhas práticas, mostrou-se um político que, igual os demais, quer atrair o eleitorado para seu projeto de poder, com promessas absurdas, irrealizáveis e muitas vezes demagogas.

Disse de cara que se eleito renunciará ao salário de governador. Isso soa excessivamente teatral cujo interesse é seduzir as massas, algo que gera desconfiança no eleitorado, porque não se caracteriza como proposta de gestão. Trata-se de algo pessoal, individualizado como forma de encantar o povo.

Denarium manifestou-se favorável ao garimpo em terras indígenas, algo irrealizável para o momento e que certamente não será materializado em seu governo, caso seja leito, porque há impedimentos legais além de haver resistência de organismos internacionais poderosos que vetam essa possibilidade com a fantasia de que as terras indígenas são invioláveis e precisam ser mantidas incólumes e preservadas.

No mais Antônio Denarium foi igual aos demais postulantes ao Governo, entrevistados no decorrer da semana. Fartura de juramentos, soluções ostentosas, ausência absoluta de um projeto prático de gestão, fundamentado naquilo que de fato poderia realizar. Não falou de educação, algo ausente no discurso de todos, nem em projetos de desenvolvimento a curto prazo.

O problema do Denarium é que ele não consegue empolgar. Embora seja posto na prateleira do mercado político como o novo, excede em falar muito de si mesmo como empreendedor bem sucedido, mas falta-lhe tino político capaz de atiçar uma polarização com seus oponentes.

O discurso de campanha de Denarium mais parece uma homilia, celebrada por um vigário velho nas missas dominicais. Não construiu uma sintonia com o eleitor e quando fala a pronuncia não convence por ausência absoluta de consistência. Para um Estado que se acha afundado na desgraça, Antônio deveria ter sido mais realista, atacar os problemas existentes e mostrar as soluções concretas. Mas não fez isso. Preferiu deblaterar, igual aos outros.

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