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Quinta-feira, 18 de outubro de 2018
Governo de Suely arrecadou R$ 575 milhões a mais do que os R$ 3,629 bi previstos no orçamento. E onde está esse dinheiro?

Sob o comando de Jalser a entrevista esclarecedora que apontou a verdade sobre a crise. Fotos | SupCom ALE

O Governo de Suely faliu, faz algum tempo, mas a desgraça foi exposta às escâncaras ontem em uma entrevista coletiva na Assembleia Legislativa, certificando que se a situação piorou nesses últimos meses com falta de dinheiro até para pagar salários, a conjuntura vai agravar ainda mais porque o Estado de Roraima encontra-se em absoluto estado de insolvência.

O deputado Jalser Renier reuniu a presidente do TJ Elaine Bianchi, a procuradora Elba Cristine Amarante de Morais, Paulo Sérgio (MPC), Teresinha Muniz (Defensoria) e um representante do TCE para expor a realidade financeira do Governo. A ideia não foi escalpelar o ‘morto’ mas dar transparência aos fatos e retorquir os sucessos factoides do Governo de Suely que vem responsabilizando os bloqueios das contas do estado pelos poderes como desculpa para atrasar e não pagar salários.

A pergunta que todos fazem é: onde foi parar o dinheiro do Estado? É porque pelos valores coletados e exibidos o ontem como resposta ao falatório governamental de que não há verba para honrar compromissos financeiros, ficou comprovado que houve excesso de arrecadação neste ano de R$ 575 milhões além dos R$ 3,629 bilhões projetados no orçamento inicial para 2018. Ou seja entre receitas e despesas até a data de ontem, o Governo de Suely já meteu a mão em R$4,204 bilhões este ano.

Jalser foi repetitivo porém austero ao afirmar que a desgraça financeira do Governo de Suely decorre de má gestão, de falta de sensibilidade e humildade para reconhecer os erros. “Nós [poderes] não somos culpados pelo fracasso do Governo de Suely. Essa retórica de que os salários dos servidores estaduais não são pagos porque há bloqueios judiciais para pagamento de duodécimo aos outros poderes é mentira. É enganação. O Governo faz isso para desviar seu insucesso”, disse Jalser.

O desvio de dinheiro está caracterizado [e isso será motivo de apurações após o término do atual exercício financeiro, segundo Paulo Sérgio, do MPC] porque não há realizações na atual gestão para comprovar o emprego de tanto dinheiro. E essa cantilena sobre bloqueios é puro engodo, uma vez que juntos os poderes ganham apenas 17,08% de todo o bolo orçamentário anual, restando vultosos 82,92% das receitas líquidas para o Executivo.

Por este motivo, os órgãos garantem que, ao contrário do que vem sendo informado à imprensa e à população de forma geral, o montante destinado aos outros poderes [Judiciário e Legislativo] não seria um fator de impedimento para que o Governo do Estado cumpra seus compromissos, como, por exemplo, o pagamento de salário dos servidores públicos estaduais em dia.

Jalser Renier enfatizou que tanto a Assembleia Legislativa quanto os demais integrantes dos Poderes estão abertos para discutir com o Governo o que considera ser um problema de Estado. "Estamos de braços abertos para tentar retomar o diálogo com o Poder Executivo e buscar uma solução, porque o Estado e a população não podem pagar por isso”.

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