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Sábado, 27 de outubro de 2018
A lamentável postura de um chefe de Poder: Jalser invade emissora de rádio e agride Teresa Surita

Teresa reuniu a imprensa para anunciar que denunciou criminalmente o presidente da Assembleia.

As imagens são claras: o deputado Jalser Renier invade o estúdio da Rádio 93.3 FM e num ato de extrema insanidade e machismo, apossado de um desequilíbrio total passa a ofender e agredir verbalmente a prefeita de Boa Vista Teresa Surita que naquele instante era entrevistada do programa Rádio Verdade, do jornalista Bruno Perez.

“...essa prefeita é uma prefeita irresponsável, uma pilantra, uma prefeita sem caráter, sem noção. Apoiou Anchieta no primeiro turno e agora dá as costas para ele, porque é sem caráter...”.

Sentindo-se afrontada e para evitar um confronto iminente, Teresa tentou levantar-se mas foi interceptada por Jalser que a encarou e continuou o rosário de ofensas. “...você é sem caráter”, e quando percebeu que a cena despótica estava sendo gravada, deu um tapa no celular, depois pegou o aparelho e o atirou no chão.

E continuou agredindo Teresa: “..."Você vai pagar, sua vaca. Você é uma pilantra, você é que rouba. Você rouba. Você é uma puta que rouba. Eu vou te prender, sua puta. Você vai ver o que vai acontecer", e saiu enlouquecido pelos corredores da Rádio gritando feito um maníaco enquanto alguém gritava “calma, cara, ela gravou essa porra, vai f... tua vida” e o espetáculo continuou na rua, onde ouvia-se os gritos de Jalser “atira, vagabundo, atira, porra...”.

E seguiu o afrontamento de Jalser, agora com o senador Romero Jucá que chegou minutos depois na rádio e nova confusão se formou com palavrões proferidos por ambos lados.

A narrativa acima espelha fatos notórios em um Estado onde alguns políticos querem se perpetuar no poder a qualquer custo. E para isso são capazes de perder a racionalidade sem o menor pudor, apropriados de uma certa arbitrariedade, característica de republiquetas de bananas.

Se a fúria de Jalser decorre de uma decisão pessoal da prefeita que desistiu de apoiar Anchieta Júnior no 2º turno, denota-se mais ainda que o presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Roraima exorbitou de suas prerrogativas. E o fato de presidir um Poder constituído não o habilita a agir como tirano, invadir propriedade privada e ainda por cima agredir uma mulher indefesa.

Jalser foi além de todos os limites da insanidade. Nem que a razão para tanta exaltação decorresse de um fato pessoal grave, esse tipo de postura psicopata não combina com quem dirige um Poder de tamanha envergadura. E mesmo tentando justificar seu gesto, em entrevista, como apenas mais um enfrentamento político natural de final de campanha, Jalser deixou registrado em imagens uma atitude machista, totalitária e opressora. Um dano irreversível em sua já manchada trajetória política e que certamente terá reflexos negativos na campanha de Anchieta.

Quanto ao fato de não apoiar Anchieta, embora tivesse seguido com ele no 1º turno, não há nada que condene a atitude de Teresa pelo seu ato. Ela cumpriu sua obrigação inicial, mas seguir coligada ou não é um ato pessoal, de vontade própria e intransferível. Não cabe condenação sob qualquer condição, muito menos ser vítima de tamanha insensatez.

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