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Sábado, 24 de novembro de 2018
Migração: Antônio Denarium quer programa para devolver os venezuelanos

Denarium vai aproveitar a proximidade com Bolsonaro para tentar executar o plano de devolução

Em uma entrevista longa a jornalistas do portal de notícias UOL, da Folha de S. Paulo, o maior jornal do país, o governador eleito Antônio Denarium (PSL) traçou um perfil do que será seu governo, a partir de janeiro e de cara já se posicionou sobre como vai lidar com a maior crise de refugiados já enfrentada pelo Brasil: a migração de venezuelanos.

Denarium afirma que o fechamento da fronteira é uma das opções cogitadas para lidar com o grande fluxo de pessoas e defende a criação de um programa de devolução de venezuelanos para o país vizinho.

"A gente tem que fazer um programa de retorno deles para a Venezuela também, para suas cidades de origem", afirma o futuro governador. "Existem venezuelanos que acabam ficando muito tempo em Roraima, não conseguem emprego e alguns deles demonstram desejo de retornar para a Venezuela, só que eles não têm condições financeiras. Então, tem que ser feito um programa de devolução dos venezuelanos, uma ação do governo federal de reintroduzi-los na Venezuela. E existe custo para fazer isso: precisa de passagem, de ônibus, de alimentação", diz Denarium.

"O problema dos venezuelanos em Roraima não é só do estado, é um problema do Brasil", afirma o governador eleito.

Durante a campanha, Denarium citou o fechamento da fronteira como medida de controle para a entrada de venezuelanos em Roraima. Na entrevista, voltou a defender o fechamento, mesmo que temporário, até que o governo federal leve os venezuelanos que vivem em Roraima para outros estados brasileiros.

Para o aliado de Bolsonaro, a quantidade de entradas permitidas a venezuelanos em Roraima dependeria do fluxo de saída do estado: "Vamos dizer que hoje estão entrando mais de mil pessoas por dia. Poderia restringir para entrar, por exemplo, 200 por dia. Mas também teriam que sair outros 200 por dia de Roraima".

Denarium diz que deve se reunir com Bolsonaro nos primeiros dias de janeiro para definir um plano de ação. "Vamos respeitar a legislação atual e os acordos internacionais que foram feitos", diz o governador eleito. Fonte | Uol

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