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Quinta-feira, 6 de dezembro de 2018
Uma tragédia chamada ‘Governo Suely Campos’

Suely termina o tempo de governo em 31 de dezembro, deixando um rastro de destruição no Estado

O Governo de Suely Campos acabou da forma deprimente: filhos e assessores do primeiro escalão presos, sob acusação de envolvimento com corrupção e desvio de dinheiro, servidores sem salários há dois meses, fornecedores falidos porque não conseguem receber faturas, escolas fechadas, não há transporte escolar, não tem merenda, vicinais abandonadas, dívidas bilionárias, impostos não recolhidos, sem investimento algum, por fim, um Estado em estado absoluto de insolvência.

Não poderia ser mais desonroso o fim de uma gestão que se destacou por não fazer nada, produziu muito factoide institucional e apegou-se às ingênuas desculpas, como responsabilizar o governo anterior, por exemplo, para justificar defeitos na governança. Mas o que vai fichar mesmo a gestão de Suely para sempre, sem dúvida, é a mancha da corrupção e do roubo do dinheiro público.

O filho caçula, Guilherme Campos, o “Gui” e seus comparsas, incluindo um deputado estadual eleito, estão presos, acusados de desviar mais de R$ 70 milhões das quentinhas do Sistema Prisional. Em outra operação da PF, descobre-se desvio milionário da merenda escolar, e no vácuo do que começou, outras ações certamente virão expondo às vísceras de um governo perdulário e irresponsável.

Há dias pipocam protestos em Boa Vista e agora no interior, de servidores atarantados porque não tem dinheiro para o básico, porque Suely não foi capaz de cuidar nem do dever de casa e no fim do Governo descobriu-se que não há dinheiro nem para pagar salários de servidores.

E ontem, para constatarmos o fenecimento da gestão de Suely, os servidores sem salários e desesperados, resolveram sitiar a Secretaria de Fazenda (Sefaz) justamente onde está situado o cofre do Governo, o órgão que deveria zelar pelo dinheiro público. O prédio está cercado e sem acesso. Servidores não entram e as atividades de tributação e arrecadação são comprometidas.

O cerco ao prédio da Sefaz sinceramente não produzirá efeito positivo, porque o problema reside na ausência absoluta de dinheiro e não na má fé ou desinteresse dos servidores do fisco em resolver a situação. Mas o gesto simboliza o desfalecimento de quem já se encontra em estado agonizante, sem condições de sequer colocar o pão na boca dos filhos.

Tudo poderia ter sido evitado se medidas políticas tivessem sido aplicadas há pelo menos dois anos quando surgiram os primeiros indícios de que a gestão de Suely estava carregada de vícios e tendente ao fracasso, porque os sinais de corrupção e desvio de dinheiro já eram evidentes.

O pior é que esses casos de corrupção, apontados pela Polícia Federal se achavam incrustados dentro da casa dela [Suely], onde o marido, Neudo Campos já cumpre prisão domiciliar por chefiar o “Escândalo dos Gafanhotos”. Há ainda várias caixas de pandora a serem abertas na Saúde, na Educação (transporte escolar), na Setrabes, na Infraestrutura e na própria Sefaz onde foram feitos os pagamentos, a maioria de forma irregular, mas realizados sob pressão.

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