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Terça-feira, 12 de março de 2019
O VICE FALA: Em rota de colisão com Denarium, Frutuoso pode agravar a crise no Governo

Não deixa de ser uma crise, embora ninguém possa prever os efeitos que ela vai produzir agora ou futuramente na estrutura de Governo. Mas o fato de o vice-governador Frutuoso Lins discordar da postura do titular Antônio Denarium, inclusive jogando dúvidas sobre as medidas até agora anunciadas, deixa claro que está aberto um perigoso flanco de discórdia entre companheiros da chapa vencedora na última eleição.

Contrariando o velho Aureliano Chaves – o vice do general João Figueiredo, último presidente da ditadura militar, [“vice não fala”] costumava expressar, o político mineiro ia mais além: ‘liturgicamente o melhor que um vice tem a fazer é ficar caladinho’.

Mas Frutuoso mostrou que está disposto a se manifestar e não dará o silêncio como obediência à tudo que virá do Palácio Senador Hélio Campos. Ao abrir a caixa de ferramentas com críticas contundentes ao titular, Frutuoso recorreu ao Facebook – um instrumento de comunicação de massa – para expor a ferida do seu relacionamento com Denarium, escancarando também uma crise mais profunda que pode levar a uma séria desestabilização do Governo que já se encontra fragilizado por uma série de circunstâncias.

“Venho a público informar que o anunciado na campanha de ter um vice atuante era apenas discurso! Não tenho papel definido no governo atual! Não concordo com algumas medidas adotadas. Dei minha opinião contrária, porém não fui ouvido! Quero dizer a população que manterei meu discurso de antes e de agora, como sempre, livre!”, postou ele.

Mais tarde, em uma entrevista, o vice foi mais além. “Espero que o Governo cumpra suas promessas que me foi dito olhando no olho!”. Frutuoso disse que levou seu capital moral para o governo de Roraima e que esperava que isso fosse respeitado. “Eu emprestei minha credibilidade para o governo e agora estou tirando meu nome da credibilidade do governo. Tenho meu capital político próprio e quero manter o que falei para inúmeras pessoas que acreditaram em mim. Não quero fazer um calote eleitoral”.

“Quem olha para a campanha e olha para esse período pós-eleição, vê que está diferente em relação as atitudes. Não sou homem de duas palavras. O que abro a boca para falar é para acontecer. Durante a campanha em Roraima, fiz um discurso para milhares de pessoas e ou eu faço o que tenho que fazer ou vou para a população e digo que aquilo que prometi não é possível ser feito. Não me sinto traído pelo governo, mas estou dando ao governador a possibilidade de que ele lembre seu discurso de campanha”.

Durante toda a campanha, Denarium foi repetitivo em afirmar nos comícios, em clara crítica ao desastroso Governo de Suely: “dinheiro tem, e muito. O que falta é gestão”, dizia. Agora fica explícito, se analisarmos mais profundamente as declarações de Frutuoso, o jogo virou: não há dinheiro nem gestão.

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