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Terça-feira, 7 de maio de 2019
‘Pacaraima está a beira de colapso social com aumento de imigração’, afirma prefeito

O prefeito de Pacaraima, Juliano Torquato, disse ontem (6) no Senado, que o município está à beira de um colapso social com o crescente número de venezuelanos que chegam e se instalam na cidade. Torquato participou de uma reunião da Subcomissão Temporária criada para tratar da crise na Venezuela, bem como suas consequências para o Brasil.

Torquato disse que tem, de todas as formas, tentado solucionar o problema na fronteira do Brasil com a Venezuela. “Só que infelizmente chegou a um momento em que eu peço ajuda de vocês. Não consigo mais. A gente vai entrar num colapso na sociedade, na educação e na saúde”, disse o prefeito.

— Nossa cidade tem um arsenal de armas, muitas drogas e uma fronteira desguarnecida. Os índices de criminalidade são alarmantes. Eu comparo nossa cidade à uma favela do Rio de Janeiro — declarou o prefeito.

Milhares de venezuelanos têm deixado o país em busca de oportunidades de emprego em países vizinhos, dente eles o Brasil. Com isso, a cidade de Pacaraima, na fronteira com a Venezuela, é a porta de entrada e, muitas vezes, o destino final dos refugiados. O prefeito disse que há cerca de 400 a 500 venezuelanos vivendo em situação de rua na cidade. Outros são acolhidos em abrigos e alguns já invadiram áreas de preservação ambiental. Segundo o prefeito, o município tem enfrentado vários problemas em relação à segurança pública e à saúde.

Torquato explicou que o município tem recebido um número muito maior de alunos do que o suportável pela rede de ensino pública. “Em 2017, eu tinha 1.743 alunos; em 2018, eu passei para 2.072 e, neste ano, eu tenho 2.772 alunos, um aumento de 35% com a mesma renda do Fundeb [Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica], sem aumentar um real, sendo que, desses 2.700 alunos, 903 são venezuelanos”.

O prefeito disse que o município tem sofrido com “furtos, roubos, assaltos, homicídios e sequestros”. Ele também citou um aumento no número de armas dentro de Pacaraima e problemas com drogas. Segundo ele, a larga faixa de fronteira permite a entrada de pessoas sem verificação prévia de antecedentes criminais. Fonte | Agências Brasil e Senado.

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