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Terça-feira, 25 de junho de 2019
Concessionária quer R$ 996 milhões a mais para concluir o Linhão de Tucuruí

As dificuldades do governo em liberar as obras da linha de transmissão que ligará Manaus a Boa Vista – o Linhão de Tucuruí –, um projeto que tem tirado o sono do presidente Jair Bolsonaro, não estão limitadas aos problemas com licenciamento ambiental ou impacto a terras indígenas de Roraima. O problema, agora, é dinheiro.

Mais de sete anos depois de ter vencido o leilão para construir a linha de transmissão, último trecho que falta no País para interligar a rede nacional de energia, a concessionária Transnorte, formada pela estatal Eletronorte e a empresa Alupar, não conseguiu avançar nem um milímetro sequer no projeto, porque não obteve licença ambiental.

O governo, agora, promete avançar na obra e está com o licenciamento em vias de ser autorizado, mas a empresa colocou uma conta extra na mesa: a concessionária cobra R$ 966 milhões a mais, sob alegação de que foi prejudicada pelo atraso sem ter culpa de nada.

A informação consta de um ofício emitido para a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), onde a empresa argumenta que acumulou despesas que não previa por causa das exigências ambientais e sucessivos adiamentos do projeto. Para reequilibrar seu contrato, que tem validade de 30 anos, a Transnorte propõe um parcelamento do crédito.

Como o pagamento dessas concessionárias é feito anualmente, durante o tempo da concessão, a empresa apresentou uma fatura anual de R$ 395,7 milhões, a ser paga pelos próximos 27 anos. Trata-se de um valor bem superior ao preço previsto em seu contrato original, de 2011, que previa o pagamento de R$ 121,1 milhões por ano, a preços da época. A área técnica da Aneel não concorda com a cobrança.

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