jrh log
ANO XIV - 1º jornal 100% online de Roraima desde 2014

peronico

Avaliação do Usuário

Estrela ativaEstrela ativaEstrela ativaEstrela ativaEstrela ativa
 

Quinta-feira, 27 de junho de 2019
TCE bloqueia bens de dirigentes da Coopebras, por suspeita de desvio de mais de R$ 13 milhões

Como desdobramento das denúncias do médico Aílton Wanderley, ao anunciar sua demissão da Secretaria de Saúde do Estado, o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Roraima (TCE) Joaquim Pinto Souto Maior Neto, Netão, determinou, ontem, (26), o bloqueio de bens dos diretores da Cooperativa Brasileira de Serviços Múltiplos de Saúde, a Coopebras, responsável pelo pagamento de plantões e de salários dos médicos que prestam serviço para o Estado.

Segundo Netão irregularidades verificadas no contrato são de julho de 2017 a outubro de 2018, perfazendo um total de mais de R$ 13 milhões que foram seguramente desviados. “Esse valor, segundo o conselheiro, terá que ser ressarcido pela cooperativa ao Estado”, sentenciou.

Foi determinada a indisponibilidade de bens móveis, imóveis e semoventes dos membros do Conselho de Administração da Coopebras que atuaram no período, além do bloqueio das contas e aplicações bancárias no montante que seja suficiente para garantir a restituição aos cofres da Sesau. A cautelar ainda determina a indisponibilidade de bens móveis e imóveis, pelo período de 18 meses da Coopebras, excluindo o bloqueio das contas bancárias da entidade para não inviabilizar o contrato que ainda está em vigor

“Essa é uma decisão cautelar, ou seja, o que nós encontramos ainda depende de averiguação mais aprofundada. A cooperativa foi intimada a apresentar defesa, e ela o fez, mas priori o corpo técnico entendeu que a defesa apresentada fosse suficiente para elidir a acusação. Vamos ouvir agora os secretários de saúde que fizeram os pagamentos neste período e depois iremos julgar questão em definitivo”, completou.

A Medida Cautelar envolve o controlador geral do Estado à época em que o contrato foi firmado, o pregoeiro, o membro da Comissão Permanente de Licitação (CPL) e todos os secretários de Saúde que comandaram a Pasta durante a vigência do contrato. Eles serão ouvidos pelo Ministério Público em até cinco dias úteis após esta decisão.

“Também existem denúncias que apontam irregularidades entre associados da Coopebras, com pagamentos de plantões indevidos, mas não há comprovações, pois ainda estamos apurando o caso”, afirmou o conselheiro.

LEIA mais

0
0
0
s2smodern

logo JRH down