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Quinta-feira, 5 de setembro de 2019
ONU: situação de índios venezuelanos em Roraima é “extremamente trágica”

Os indígenas da Venezuela que migram para Roraima enfrentam um desafio adicional: estão excluídos do mecanismo de transferência de refugiados para outras cidades. Com menos oportunidades de inserção, centenas deles permanecem em abrigos em Boa Vista e Pacaraima, sem a menor perspectiva.

“A situação é bastante trágica”, constatou o a alto comissário das Nações Unidas para refugiados (ACNUR,) Felippo Grandi, que esteve por aqui no mês passado.

“Visitei o abrigo de indígenas em Boa Vista. Entristeceu-me porque está claro que eles não fazem parte do processo de interiorização. Eles têm menos oportunidades que os outros [refugiados] de serem incluídos econômica e socialmente (no Brasil), disse Grandi.

Centenas de indígenas venezuelanos, principalmente os Waraos, chegaram a Roraima desde 2016, quando se agravou a crise econômica no país governado pelo ditador Nicolás Maduro.

Os Waraos, a segunda maior população indígena da Venezuela, tiveram de percorrer mais de 800 km do norte do país até a fronteira com o Brasil. Desnutrição e uma alta taxa de contaminação do vírus da Aids complicam sua situação deles

Indígenas Pemones e Panares, do Sul da Venezuela, também começaram a chegar ao Brasil. Tradicionalmente vulneráveis em seu próprio país, no território brasileiro esses indígenas enfrentam outros desafios, como a dificuldade de se comunicar, já que não falam português. A única alternativa deles, além dos abrigos, é a venda de artesanato ou a mendicância nas ruas.

Dois abrigos para indígenas em Roraima têm 1.025 pessoas, de diversas etnias. Outros dois no Amazonas acolhem 754 Waraos. Mas dezenas dormem nas ruas e passam a ocupar espaços públicos de cidades do estado do Amazonas. Fonte | ACNUR

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