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Quarta-feira, 11 de setembro de 2019
Rota do crime: Migração venezuelana eleva índice de violência em Roraima, aponta anuário da segurança

Pela primeira vez na história das medições de homicídios no país, um estado do Norte chegou à liderança no ranking de assassinatos no país. Segundo o 13º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado ontem pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Roraima terminou 2018 com 348 crimes violentos letais intencionais, ou 66,6 mortes para cada 100 mil habitantes — a média nacional foi de 27,5 por 100 mil.

A explosão da violência é um fenômeno recente no estado e que coincide com um outro fenômeno que mudou a rotina de Roraima: a migração e massa de venezuelanos que invadiram o Estado, sobretudo Boa Vista, a partir de 2016. Para tornar a situação ainda mais problemática, o local ainda é rota de tráfico internacional de armas e drogas.

Além disso Roraima é mais um Estado que sofre com a disputa de facções criminosas – e as maiores do país têm membros aqui: PCC (Primeiro Comando da Capital), CV (Comando Vermelho) e FDN (Família do Norte). Para tornar a situação ainda mais problemática, o local ainda é rota de tráfico internacional de armas e drogas.

Desde 2011, Roraima viu a taxa de homicídios crescer 410%. A explosão começou em 2016, quando a taxa mais que dobrou. Entre 2017 e 2018, uma nova grande alta: 65%, na contramão do país, onde houve queda de 10,8%. Nessas duas vezes, o estado foi o líder em alta de homicídios.

Em 2018, a violência policial também saltou, com salto de 8 para 25 mortes por intervenção policial —o que dá uma média de 4,3 para cada 100 mil habitantes, quando a média nacional no ano passado ficou em 3.

Em maio, o governador de Roraima, Antônio Denarium (PSL), foi ao Senado apresentar dados e disse que cerca de 200 mil venezuelanos chegaram ao estado e causaram um grande impacto em serviços essenciais do estado. De acordo com dados apresentados: dos 2.700 detentos no estado, 300 eram venezuelanos. Fonte | Anuário da Segurança Pública.

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