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Sábado, 20 de julho de 2019
Farinha do mesmo saco, sobram maracutaias. Até quando?

Todos cuidando de seus próprios interesses, apesar do cansaço exibido pela população. Esse é o retrato de nossas instituições, mas penso que nada mudará enquanto não houver uma explosão de descontentamento.

Falcatruas surgem de todos os lados, rastros e vestígios apontam para cabeças coroadas dos poderes da república. Mas o certo é que acordos espúrios continuam a ser costurados nas sombras do planalto e nem o grito do ex-senador e agora réu em Curitiba, Romero Jucá, flagrado pedindo desesperadamente que se estancasse a sangria, mostrou-se capaz de assustar os malfeitores.

Não bastasse a espionagem tupiniquim do Intercept, capitaneada pelo nefasto Verdevaldo, os voos atrapalhados e barulhentos do pavão misterioso espalhando indícios de delitos por todos os lados e centenas de histórias mal contadas, agora nossa mais alta corte do judiciário, através de uma canetada com decisão monocrática de seu presidente, resolve paralisar investigações em curso pelo ministério público e pela polícia federal, algumas delas com risco iminente de respingar em ministros do próprio STF.

Tentativas frustradas de censura a veículos de comunicação se mostraram ineficientes e abusivas e acabaram por ser rejeitadas devido a pressão das ruas.

Me pergunto diariamente como resolver este cipoal de maracutaias onde envolvidos, indiciados, réus, denunciantes e juízes mantem relacionamentos próximos, interesses semelhantes e muita vontade de diminuir a qualidade e o ímpeto da lavanderia responsável pela limpeza de toda a sujeira, visível ou escondida sob suntuosas tapeçarias dos vistosos palácios concebidos por Oscar Niemayer.

Uma plêiade de escroques gravita, diariamente, em torno dos melhores escritórios de advocacia da capital federal, oferecendo serviços para postergar ou desviar o foco de investigações e investigados de todos os matizes.

O que não se detecta é boa intenção nos atos daqueles que pretendem varrer as atuais quadrilhas do poder. Parafraseando o amigo Márcio Acioly, no Brasil, a história não se repete como farsa: o que acontece é uma farsa depois da outra e tudo fica sempre muito pior do que antes.

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