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Não Precisamos de Muito
Por Weber Negreiros | 25 de fevereiro de 2019

Um dia desses fui apanhado de surpresa com um vídeo que minha mãe me passou via WhatsApp. Nele tinha duas crianças brincando dentro de baldes com água e a cada movimento de uma criança as duas caiam em grandes e gostosas gargalhadas. Em cima do vídeo tinha a seguinte frase: “Não precisamos de muito”. Isso me levou a uma grande reflaxão e que as vezes nos pegamos em total conflito interno entre o que temos, o que somos e o que podemos.

Segundo William Shakespeare: “O TEMPO é muito lento para os que esperam, muito rápido para os que têm medo e muito longo para os que lamentam, muito curto para os que festejam, mas para quem ama o tempo, o tempo é eterno”. Nós passamos a vida toda perdendo tempo, achando que estamos nos preparando para um futuro que não chega nunca e por isso deixamos de viver a vida como deveríamos. Somos pessoas que idealizam cenários. Pessoas que se diminuem enquanto o momento é de crescer. Pessoas que deixam de viver para esperar algo que não chegará.

Isso tudo serve para dizer que não podemos esperar o momento ideal para sermos felizes, que não podemos nos dar ao luxo de perder um segundo em nossas vidas. Deus nos brinda toda manhã com o melhor presente: abrir nossos olhos, mas não me lembro de ter conversado ao longo de minha vida sobre felicidade de amanhecer mais um dia. Mas lembro de várias conversas que tive para reclamar da vida, reclamar do que não tenho, do que não consegui, do que os outros têm, do que me falta. Esse mar de lamentações nos impede de ver que a vida é simples, que a complicação está na nossa cabeça, que o ar que respiramos é de graça, que papai do céu nos entregou na terra munidos do mais importante que é a inteligência, mas deixou para nos descobrirmos o que é sabedoria.

E a sabedoria? Pois é, esse é um estágio que poucas pessoas param para se debruçar. A sabedoria é a aliada de todos, mas consegui alcança-la quem consegue equilibrar a vontade de fazer com a experiência de quem já fez. Se você observar uma criança você entenderá melhor o conceito de sabedoria, pois ela não precisa de uma roupa de grife, uma mansão ou mesmo um carrão na garagem para sorrir, ela se contenta com a chegada do pai e da mãe ao fim do dia, com uma careta, ou mesmo o simples gesto de carrega-la no colo.

E nós? Nós somos os famosos “rebeldes sem causa”. Reclamamos quando está quente e também quando chove. Reclamamos do prato de comida, e esquecemos que um grande número de pessoas não tem nada para colocar na mesa. Reclamamos da nossa roupa, enquanto muito se vestem como modelito do nu. Criticamos os aconselhamentos dos nossos pais e choramos a perda deles. Sonhamos, sonhamos, sonhamos e não fazemos nada para transformar em realidade. Somos sim rebeldes, mas sem causa quase sempre.

Precisamos retomar nossa vontade de viver, temos que deixar de lado a falência moral e de motivação pela qual muitas pessoas estão passando. A motivação, que para alguns, é algo que se resume simplesmente a livros de autoajuda, deve ser visto como o combustível da vida. Precisamos ter motivos para agir e não que sejam motivos milionários, mas a simples vontade de viver a vida.

Temos que nos tornar exceção no mundo onde a apatia e a antipatia estão virando regra de conduta. É muito mais gostoso sorrir do que chorar e caso precise chorar, chore de emoção, sorria até chorar e assim você vai ver que para sorrir não precisa pagar.

Chegue em casa e vá direto ao encontro de quem você ama, convide-os para brincar num balde com água, aprenda om os outros, com as crianças que todos os dias nos dão lições maravilhosas de vida e descubra que a vida é muito mais leve do que achamos que é.

Uma ótima semana a todos!

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