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Domingo, 1 de setembro de 2019
O Palácio de Versalhes pegou fogo! As chamas reduziram a cinzas seus magníficos salōes.

Do famoso Hall dos Espelhos voaram estilhaços, suas paredes rugiam em meio às labaredas.

Como você se sentiria ao ouvir uma notícia destas?

Meu coração chora pois, no próximo dia 2 de Setembro, terá passado exatamente um ano desde que o nosso Palácio do Brasil ardeu em chamas.

Aqueles que supostamente deixaram a tragédia acontecer, posarão de heróis do “museu nacional.”

Ao Brasil, sequer lhe é dado o direito de resgatar o seu berço simbólico onde, entre tantos fatos importantíssimos, se assinou a nossa Independência e o nosso país “nasceu”.

Vão “reconstruir um museu” e ficaremos simbolicamente órfãos sob aplausos incautos.

O Palácio também foi sede do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, a única Corte do Novo Mundo. Mas onde nasceu uma Rainha de Portugal, haverá talvez um meteorito sob aço e vidro.

A grande Capela Imperial dentro do Palácio, derrubada à marretadas pela universidade para acomodar esqueletos de dinossauros, já nem em memória mais existe.

Só se destrói aquilo que se substitui. E resgatar parece proibido já que até o nome “Palácio Real e Imperial do Brasil” sumiu.

2 de Setembro é o dia do incêndio. E é também o dia em que Dona Leopoldina assinou a nossa Independência, naquele mesmo Palácio ultrajado.

Das cavalariças (que hoje chamam de “terreno baldio” e que também será “reconfigurado”), às pressas o galope rumou para São Paulo.

Um surpreso Dom Pedro à beira de um rio só fez concordar, rasgando as amarras de opressão ao país que amava.

No iminente festival de morte travestida e de substituição por um museu que lá não nasceu e lá não deveria estar, no dia do esquecimento de quem somos, prefiro lembrar de Dona Leopoldina.

Lá está ela sentada para assinar o nosso surgimento entre as naçōes com os homens do Conselho de Estado em pé, atendendo, e o gigante José Bonifácio ao lado sussurando sabedoria e liberdade.

Feliz Aniversário, Brasil!

Belíssimo texto de meu amigo Olav Schrader, incansável defensor de nossa história real e Real.

O Brasil é o único país das Américas que poderia ter um circuito real nos moldes europeus, capaz de atrair milhões de turistas e joga tudo no lixo.

Quanta estupidez e insensibilidade!

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