Segunda, 21 Outubro 2019 22:12

SANTO DE CASA NÃO FAZ MILAGRES - Coluna do jornalista Kennedy Lacerda

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Segunda-feira, 21 de outubro 2019
SANTO DE CASA NÃO FAZ MILAGRES

Nós brasileiros temos por praxe usar a retórica de que a imagem que o Brasil tem lá fora é principalmente porque os estrangeiros não conhecem o país, e portanto, fazem mal juízo do nosso povo, das nossas cidades e claro do nosso meio ambiente.

Ainda me lembro de quando eu era um adolescente, que sempre ouvia nos discursos, telejornais e até mesmo nos livros da escola, que o Brasil seria o celeiro do mundo, que nos tornaríamos uma grande potência.

Mas a grande verdade é que nem mesmos nós brasileiros, conhecemos esse imenso país e suas infinitas grandezas, dos quase 210 milhões de brasileiros, arrisco a dizer que menos de 5% (bem menos) conhece o estado de Roraima e suas potencialidades.

Proporcionalmente pela idade ou tamanho da bancada, Roraima já produziu muito mais líderes políticos do que grandes estados como Espírito Santo, Ceará e até mesmo o Amazonas.

Ao longo de seus 31 anos (de unidade federativa) Roraima ocupou por diversas vezes a liderança do governo no congresso, figuras como Elton Rohnelt entre outros despontaram no congresso nacional como grandes articuladores, o ministro da Indústria e Comércio Marcos Jorge, já nos bem representou no Governo Federal.

Porém, toda essa representatividade não conseguiu chamar a atenção dos governos para a situação de Roraima, um estado estrategicamente bem localizado, mas com grandes dificuldades de desenvolvimento.

Seu completo isolamento no extremo norte do país fez com que qualquer coisa que se produza no estado tenha dificuldades de escoamento e consequentemente de comercialização.

Por diversas vezes já se tentou “povoar” a região norte justamente para que fosse possível interligar os estados através de rodovias, como foi o caso do projeto do ex senador Mozarildo Cavalcante, criando os estados dos Solimões e do tapajós, numa subdivisão dos estados do Amazonas e do Pará, respectivamente.

Não é preciso ser nenhum estudioso para ver que o futuro de Roraima passa necessariamente por uma grande força tarefa política, ou seja, enquanto os líderes políticos do estado estiverem cada um puxando para seu umbigo os holofotes do governo federal, Roraima continuará assim como o Brasil, tendo um grande, promissor e longínquo futuro.