Terça, 19 Novembro 2019 14:14

AGORA OU NUNCA

Escrito por Kennedy Lacerda

 

Desde que virou estado Roraima tem vivido um verdadeiro calvário, foram tantos entraves e obstáculos emperrando seu desenvolvimento que chega a desanimar qualquer investimento na região.

A nossa tão querida vizinha Venezuela que outrora firmou uma grande parceria, sendo nosso principal escoadouro de produtos para exportação, não só para o país, mas principalmente como acesso a rotas para outros países, agora nos agoniza com seus cidadãos invadindo nossas fronteiras fugindo do colapso social imposto pelo regime ditatorial de Maduro.

A questão energética é outra que aflige o governo estatual, o projeto do linhão de Guri, a princípio nos pareceu a melhor alternativa, mas com a frágil situação do governo venezuelano, voltamos a padecer com as constantes quedas de energia, o que soma e muito para o afastamento de investimento privados no estado.

Do outro lado temos a situação calamitosa das nossas fronteiras interna que nos impede de qualquer crescimento, tendo com única rodovia trafegável a BR 174, diga-se de passagem a única que nos liga ao resto do país, ela já recebeu tantos recursos que daria para asfaltar uma estrada de mão dupla até a lua.

Até a própria iniciativa de criar os estados do Solimões e tapajós, com a divisão do Amazonas e do Pará respectivamente, o que provocaria um desenvolvimento maior das regiões e certamente daria acesso mais rápido e direto por via terrestre ao estado, naufragou no plebiscito.

Não menos importante tem as grandes áreas destinadas a reserva ambiental, militar, da União e claro, a famigerada reserva indígena, que não só impede o crescimento do estado como ainda destruiu o único produto de exportação que tínhamos, a demarcação da reserva Raposa serra do sol, acabou com os arrozais e com centenas de empregos da região.

Todos os governos anteriores à Bolsonaro trataram Roraima com desdém, sem ver a importância estratégica do estado, inclusive como região de defesa, não tiveram a sensibilidade de imaginar a exploração de todas as riquezas do estado. Somente as forças armadas se posicionaram contra a demarcação de reserva indígena em área de fronteira e coincidentemente acima das maiores reservas minerais do estado e do país.

Com a vitória de Bolsonaro, um governo com o viés fortemente militar e completamente contra a demarcação de reservas indígenas, o estado tem pela primeira e talvez a única chance de alavancar seu desenvolvimento, a exploração mineral em terras indígenas, promessa de campanha do presidente e hoje projeto de lei no congresso,  finalmente Roraima terá a oportunidade de vislumbrar uma saída para o combate ao desemprego através da abertura de fábricas, indústrias e do fortalecimento do comércio como um todo.

Os próximos três anos marcará o futuro de Roraima, seja pelo desenvolvimento, seja pela geração do caos através da insustentável situação dos imigrantes venezuelanos.