Quarta, 27 Novembro 2019 14:10

A cronologia dos fatos

Escrito por Kennedy Lacerda

Pelo andar da carruagem a novela do enquadramento dos servidores do extinto território de Roraima vai se arrastar por mais um longo e tenebroso ano.

A Ata publicada na última sexta feira (22), caiu como tsunami nas costas da bancada federal, que herdou a missão de finalizar o processo junto ao governo Bolsonaro, depois de um ano inteiro sem qualquer ato de enquadramento, a Comissão Especial dos Ex Territórios do Amapá, Rondônia e Roraima, finalmente retomou suas atividades.

Entre ataques e cobranças por parte de Romero Jucá, que estufa o peito para dizer que foi o autor da PEC 98, que autoriza o enquadramento dos servidores dos ex Territórios, Romero responsabiliza a atual bancada pelo atraso nos deferimentos dos processos, fato esse que só ocorreu pela suspensão determinada pelo TCU.

A pergunta que não quer calar é porque Romero que era senador desde 1994, que foi líder de todos os governos federais (Fernando Henrique, Lula e Dilma), deixou para “criar” essa PEC somente em 2017, vinte e três anos depois, será que durante todo esse tempo os servidores dos ex territórios não necessitavam desse apoio? Porque Romero passou incólume por todos esses anos, deixando seu ex pupilo Luciano Castro levar os louros de todas as ações e que também nada fez de concreto.

Essa heroica atitude, porém tardia de Romero em criar um projeto de emenda constitucional, vinte e três anos depois de sua posse no senado, chega a ser um contrassenso em sua carreira, já que sempre levou o título de ser um dos senadores mais atuantes do congresso.

Romero que sempre soube usar seu mandato para se fortalecer perante os governos e com isso ganhar apoio de seus “amigos da corte” como Renan Calheiros e José Sarney, nunca se preocupou em de fato olhar de forma mais concreta para o dilema que esses servidores viviam.

Ao perder a eleição para o Deputado Estadual Mecias de Jesus que a tempos vinha ameaçando alçar voos mais altos e de uma carreira sólida, Romero não só perdeu o mandato, mas também teve toda sua carreira política desmoronada, perdendo inclusive o cargo de presidente nacional do partido.

Agora, numa atitude desesperada Romero tenta acusar a atual bancada federal de Roraima de não atuarem de forma mais enérgica com relação ao enquadramento dos servidores, imputando principalmente a Mecias o fracasso de sua ação em defesa dos ex Territórios.