Segunda, 06 Julho 2020 00:38

Paciência e silêncio: virtudes das pessoas sábias

Escrito por Marines Andrade

A paciência é uma virtude que nem todo mundo sabe ou pode gerenciar ou oferecer.Ainda assim, o
silêncio é a capacidade saudável que também dá as mãos com a paciência para saber se calar, e
assim, ser capaz de escutar os demais e, por sua vez, de encontrar um espaço onde falar com nós
mesmos com calma, desativando o burburinho de nosso entorno.
A verdadeira humildade consiste em calar nossas virtudes e permitir que os outros as descubram
Agora, manter o silêncio não é se rebaixar, não é esconder uma opinião por medo das consequências.
Trata-se mais de se calar diante do que não vale a pena, e fazer silêncio quando as emoções falam.
Tanto a paciência quanto o silêncio são dois elementos chave de nosso desenvolvimento pessoal e, por
isso, convidamos você a refletir sobre esses aspectos tão essenciais de nosso dia a dia.
Poderíamos dizer que tanto o silêncio quanto a paciência são duas faces de uma mesma moeda, uma
moeda sábia e de raízes muito antigas.
Um exemplo disso é toda a cultura dos índios nativos norte-americanos que o escritor Kent Nerburn nos
deixou com livros como: “Nem cão, nem lobo: a psicologia de um velho índio.”
Em todos os seus trabalhos surge a importância que esse povo dava ao conceito de silêncio e
paciência. Vejamos alguns exemplos simples.
Esse vínculo se estabelece através do respeito e, principalmente, com o silêncio. É a capacidade mais
respeitosa entre duas pessoas, onde não só se cala para escutar, mas também faz-se silêncio como um
presente com o qual compartilhar tempo e cumplicidade.
Se pensarmos bem, nos daremos conta de que, muitas vezes, quando estamos com alguém e logo
surge um silêncio, nos sentimos incomodados e para evitar isso costumamos dizer a primeira coisa que
nos vem à cabeça. É preciso mudar essa visão.
Não há nada mais mágico do que um grupo de amigos que se sente cômodo quando surge o silêncio.
Não há obrigação de falar, só de “estar presente”, de ficar unidos por esse vínculo invisível do qual os
dakota falam.
Por sua vez, para os nativos americanos o silêncio é a virtude através da qual somos conscientes de
tudo aquilo que nos envolve e que nos prende à terra: a natureza, as pessoas, o ciclo da vida e inclusive
nós mesmos, nossos pensamentos.
A paciência, uma arte que ninguém nos ensina
Quase ninguém nos ensina que, quando chegamos neste mundo, as coisas não acontecem sempre
como nós queremos. Ainda, nada nos assegura que, por mais que nos esforcemos em algo, acontecerá
aquilo que nós esperamos.
Dizem que a paciência é “santa”, mas na realidade é uma arte que se adquire com o tempo, com base
em decepções e aprendizagens que a vida nos ensina à força, e não por meio de manuais.
Ser paciente requer, acima de tudo, não fraquejar, não se render. Se algo não acontece assim como
desejamos, não devemos abandonar o propósito, porque a paciência também é calma e confiança.
As pessoas pacientes sabem observar, pensam em silêncio, atendem ao seu redor e desenvolvem sua
intuição para descobrir qual é a melhor oportunidade para atuar.
Quem não é capaz de afastar esse barulho externo, os pensamentos negativos e as opiniões derrotistas
de outras pessoas e de si mesmo, jamais chegará ao seu objetivo.
Porque ser paciente requer também ter a sabedoria que é capaz de determinar o que evitar e quais
caminhos seguir.
Se temos um sonho, não devemos deixar que outros o apaguem com fatalismo e frases como “pare de
pensar nisso porque sua hora já passou”.

As pessoas pacientes sabem se situar na melhor plataforma da vida. Nessa por onde sempre passam
os melhores trens, ainda que demorem.
Na fonte: O segredo.
Toda espera valerá a pena porque, enquanto esperamos, desenvolvemos outras aptidões:
perseverança, coragem, resiliência e antes de tudo... Esperança.