Quarta, 03 Agosto 2016 13:45

Se não houver redução de gastos, estado entrará em colapso

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03 de agosto de 2016
Se não houver redução de gastos,
o estado entrará em colapso

 

O secretário estadual da Fazenda Shiská Pereira já deu o alerta, aliás, meteu o dedo no acionador da luz amarela: “se não houver ajuste nas contas públicas – isso envolve todos os poderes e demais entes agregados à estrutura orçamentária do Estado – haverá colapso no Estado. O desastre acontecerá quando não houver mais dinheiro para sustentar o custeio da máquina pública e nem para pagar salários. Se o nível de gastos for mantido, a situação financeira do Estado vai entrar em colapso. A necessidade de corte de gastos não pode ser apenas no Executivo. Todos os demais poderes e demais órgãos (Tribunal de Contas do Estado, Ministério Público do Estado e Defensoria Pública do Estado) também terão de dar sua contribuição para evitar o pior.

A situação é preocupante e na avaliação de Shiská os poderes precisam entrar em um acordo para uma redução urgente de gastos. Segundo dados feitos com base no Tesouro Nacional, pelos secretários de fazenda do Norte e Nordeste, era projetado, no caso de Roraima, o recebimento de certa quantia no entanto houve um prejuízo de R$ 118 milhões em 2015 e uma perda de R$ 147 milhões, podendo chegar a R$ 337 milhões até dezembro deste ano. "Estamos terminando de fazer um estudo exato para poder apresentar e poder comprovar realmente que houve essa perda e aí sim, pedir aos poderes que refaçam as suas contas e que possamos chegar a um acordo para diminuir esses gastos” acentua o secretário robustecendo porém a tarefa de diminuir custos não pode ser imposta somente ao Poder Executivo.

A questão agora é reunir os poderes convencer de que cada gestor tem o dever de redefinir os gastos. Os números não são satisfatórios. Ou todos colaboram ou o colapso será inevitável. E os sinais já dão mostras da situação de gravidade com o atraso no pagamento dos salários do mês de julho, que só ser creditados após o dia 10 deste mês. Questionado se o governo previa a possibilidade de parcelamento de salários, o secretário afirmou que o estado está trabalhando para evitar que isso ocorra.

 

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