Quarta, 14 Setembro 2016 12:48

O inferno é aqui: deputados constatam situação desumana na Penitenciária Agrícola do Monte Cristo

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Quarta-feira, 14 de setembro de 2016O inferno é aqui: deputados constatam situação

desumana na Penitenciária Agrícola do Monte Cristo

 

O que todo roraimense já sabia, acabou de ser constatado também por uma comisso de deputados estaduais: a situação na Penitenciária do Monte Cristo – PAMC – a principal unidade prisional do Estado é de calamidade pública. Os deputados da CPI do Sistema Prisional visitaram o local e encontraram um ambiente completamente destroçado pela ausência absoluta de estrutura. A situação da PAMC, que tem atualmente 1.463 reeducandos, chega a chocar quem se depara pela primeira vez com a condição dada aos que praticaram algum tipo de crime.

Essa foi a quarta visita da CPI, que está indo a todo os presídios do Estado. A falta de estrutura está presente em todos os itens que compõem a PAMC como a superlotação das celas, falta de higiene, médico e remédios. Os resquícios de alas e de celas têm mais que o dobro que deveria comportar. Na ala 15, com capacidade para 96 presos, estão amontoados 193 presos. Por falta de celas muitos presos estão agrupados ao ar livre, em barracos improvisados que atende três a quatros presos, cobertos com lona, restos de telha, tampas de marmitas e pvc. É o favelão da PAMC. Em outro barracão de 30 metros quadrados, coberto apenas com lona e sem paredes, havia mais de 25 redes atadas, além de colchonetes entendidos no chão de barro.

O mau cheiro, advindo das fossas a céu aberto e do lixo acumulado dos restos das marmitas, principalmente nas alas de regime fechado, atraí a presença de moscas varejeiras, de baratas e de outros insetos nocivos à saúde. O fedor, aliado a umidade e ao calor de Roraima, chega a ficar impregnado no ar. Uma das reclamações constantes, em todas as alas, diz respeito à ausência de médicos e de remédios. Há reeducandos com câncer, diabetes, pressão alta, cirurgiados e com marca-passo que estão aguardando a atenção do setor de saúde. A presidente da CPI, deputada Lenir Rodrigues (PPS), pediu aos reeducandos que fizesse um relatório para apresentar à Comissão. Para ela, é impossível ressocializar sem dar a estrutura compatível

 

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