Quinta, 29 Setembro 2016 15:07

Júlio Cézar ‘toca’ o terror na Câmara de Boa Vista: “O presidente é bandido e ladrão”

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Quinta-feira, 29 de setembro de 2016Júlio Cézar ‘toca’ o terror na Câmara de

Boa Vista: “O presidente é bandido e ladrão”

 

Do alto de sua arrogância, Júlio Cézar Medeiros – que não é o ditador romano mas um reles vereador de Boa Vista – tocou o terror ontem na Câmara. Ignorou todas as regrinhas da boa convivência entre pessoas civilizadas e foi o responsável por uma desordem absolutamente inaceitável e desnecessária na sessão de ontem do poder legislativo municipal. Só não bateu no presidente porque foi impedido.

Contrariado por uma ação administrativa da Mesa Diretora, Júlio Cézar ignorou a compostura e o decoro e cunhou o presidente Edilberto Veras de bandido e ladrão “e que rouba a Câmara Municipal todo mês” e deixou o Plenário da Casa perturbado depois de xingar a todos. Um vídeo gravado por pessoas que acompanhavam a Sessão rodou nas redes sociais em que exibe o desarranjo do vereador. Sentindo-se ofendido, o presidente da Câmara Edilberto Veras registrou um Boletim de Ocorrência – BO – no 1º Distrito Policial onde historiou além das ofensas, ter recebido ameaças.

– Ele me chamou de bandido e me agrediu com infâmias, além de ofender os servidores do apoio legislativo da câmara. As poucas vezes que ele vai na câmara, quer fazer algo para desestabilizar a sessão, disse Edilberto que na discussão revidou dando o mesmo tratamento ao algoz.

Mesmo que tenha sido contrariado, pois alega que lhe foi indeferido um pedido legal de inclusão de alguma indicação sua para ser votada em uma matéria corrente na Casa, o vereador deu uma demonstração cara de desequilíbrio emocional, falta de decoro parlamentar, um sujeito deseducado, intolerante e absolutamente agressivo o que denota seu baixo temperamento para lidar com os contrários e com a divergência mesmo que não seja pessoal.

O Parlamento é uma casa de debates e não uma rinha de galos nem é o quintal da casa de Júlio Cézar. E o dito cujo vereador não pode meter seu querer acima da razão e contra a vontade da maioria. Esses momentos de fúria de Júlio Cézar são habituais nas sessões da Câmara. Mas ele tem o dever de respeitar o direito alheio e entender que as múltiplas faces da intolerância têm seus revezes. E o povo sabe disso. E a eleição é domingo.

 

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