Sexta, 07 Outubro 2016 14:45

Turismo da beleza: Itamaraty avalia denúncia sobre tráfico de órgãos de brasileiras mortas na Venezuela

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Sexta-feira, 07 de outubro de 2016Turismo da beleza: Itamaraty avalia denúncia

sobre tráfico de órgãos de brasileiras mortas na Venezuela

 

Duas brasileiras atraídas pela possibilidade de fazer cirurgia plástica com baixo custo na Venezuela morreram após cirurgia e tiveram órgãos retirados naquele país, segundo denúncia feita pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). A suspeita de tráfico de órgãos foi levada pela entidade ao Ministério das Relações Exteriores, que informou que está "avaliando o assunto".

No dia 13 de setembro, segundo a sociedade, o corpo de Dioneide Leite, de 36 anos, moradora de Parintins (AM), retornou ao Brasil sem rins. Ela tinha pagado R$ 6 mil pela cirurgia e morreu por erro médico durante o procedimento de redução mamária. Seu pulmão foi perfurado na operação. No dia 16 de setembro, Adelaide da Silva, de 55 anos, de Roraima, foi com a mãe à Venezuela para colocar um implante de silicone nos seios, fazer uma abdominoplastia e uma lipoaspiração. No Brasil, durante a autópsia no IML de Boa Vista, não foram encontrados o coração, pulmões, rins e intestinos.

Segundo a sociedade de cirurgia plástica, não são incomuns os casos de brasileiras que viajam para a Venezuela com o objetivo de realizar procedimentos estéticos e retornam ao país com complicações de saúde. O “turismo da beleza”, segundo a entidade, acontece há anos no Amazonas e em Roraima. O Ministério Público do Amazonas, inclusive, já abriu investigação sobre o assunto. Na denúncia, a SBPC diz que mulheres são convidadas para realizarem cirurgias plásticas nas redes sociais. Fotos e depoimentos de mulheres que supostamente fizeram cirurgias na Venezuela mostram resultados positivos. [Com informações do Blog de Lauro Jardim, jornal O Globo]

 

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