Quarta, 26 Outubro 2016 11:35

ONU envia missão a Roraima para avaliar migração descontrolada de venezuelanos

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quarta-feira, 26 de outubro de 2016

ONU envia missão a Roraima para avaliar

migração descontrolada de venezuelanos


Representantes do Alto Comissariado da Organização das Nações Unidas (ONU) para Refugiados, o Acnur, chegaram a Roraima com a finalidade de diagnosticar o fluxo migratório de venezuelanos que buscam amparo em Roraima, fugindo da crise na Venezuela. Não se trata se uma fuga de refugiados porque o país não se encontra em estado de beligerância, mas a preocupação acentua-se pela quantidade de pessoas que fogem da fome, ausência absoluta e medo do regime tirano imposto pelo ditador Nicolás Maduro.

A ação acontece depois dos pedidos de ajuda feitos pelas cidades mais afetadas pela chegada em massa de venezuelanos, que são Boa Vista e Pacaraima. Muitos venezuelanos estão vivendo nas ruas ou oferecendo serviços em troca de um prato de comida na capital. O secretário nacional de Justiça e Cidadania do Ministério da Justiça, também envolvido na operação, Gustavo Marrone, afirmou que os pedidos de refúgio feitos por venezuelanos em Roraima este ano já passam de 1,8 mil, sete vezes mais que o registrado em todo o ano de 2015.

O governo estima que cerca de 30 mil já atravessaram a fronteira desde janeiro do ano passado. O secretário não descarta encaminhar os venezuelanos para outros estados, mas ressaltou que será preciso uma conversa prévia. 'A ideia é que a gente consiga com algumas ações resolver o problema localmente, seja dando estrutura para o estado de Roraima, seja de outra forma possível para encaminhar o problema.'

Para Gustavo Marrone, estas ações vão permitir um diagnóstico detalhado para traçar estratégias de longo prazo. Segundo a coordenadora-geral de Imigração da Polícia Federal, Silvana Helena Borges – também se encontra em Roraima - as visitas são importantes para que as entidades possam conhecer a realidade e planejar ações futuras. "Precisamos conhecer a situação específica da região fronteiriça e a partir daí, buscar soluções em conjunto entre as entidades governamentais", disse a Silvana.

 

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