Quinta, 10 Novembro 2016 13:23

Pessoas são manipuladas só para fazer volume em manifestações de rua

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Quinta-feira, 10 de novembro de 2016 

Pessoas são manipuladas só para

fazer volume em manifestações de rua

 

Não há muito o que escrever sobre o ocorrido de ontem em frente ao prédio da Assembleia Legislativa. O que se viu não é algo surreal nem excepcional, mas natural quando a causa em questão não é ideológica mas a disputa abrasadora pelo poder.

Dois grupos antagônicos desferindo ofensas, desrespeitando o ir e vir das pessoas que passavam nas imediações, falta de respeito de ambos os lados, enfim, coisa sem a menor importância do ponto de vista social. Esses enfrentamentos não causam absolutamente nada que germine pelo menos um fruto para encher o bucho desse povo miserável.

O que se vê é um bando de pessoas levadas ali para vociferar em nome do nada, manipuladas por arremedos de lideranças comunitárias que se aproveitam da fraqueza do povo para tirar vantagem. São pessoas tangidas ao enfrentamento iguais Gnus, aqueles bois africanos que correm para o nada, sem saber o caminho e sem destino e, claro, viram presa fácil do predador que está na espreita.

O que se viu na praça é o antagonismo exasperado. Um protesto sem causa, sem sentido que só serve para jogar o Estado ainda mais para o precipício. Porque enquanto ‘ heróis sem causa’ são expostos nas praças, nos gabinetes os acordos certamente são outros, enquanto as pessoas são levadas para fazer volume em manifestações de rua.

Em entrevistas em programas das TVs locais, ainda durante a arruaça, algumas pessoas responderam claramente que foram convidadas a participar de uma manifestação contra o deputado Jalser Renier em troca de um terreno, prometido por Faradilson Mesquita, que se auto-intitula líder dos mais fracos e oprimidos e responsável pela bagunça de ontem.

 

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