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Sexta, 05 Maio 2017 12:54

Polícia Federal faz operação para combater prostituição em Roraima

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0405 Operacao da PF CodinomeSexta-feira, 05 de maio de 2017
Polícia Federal faz operação para
combater prostituição e acabar com o
‘negócio’ das ‘ochentas’ em Roraima

Policiais federais empreenderam uma ação ostensiva na manhã de ontem [denominada Operação Codinome] para remover das ruas de Boa Vista aquelas prostitutas venezuelanas alcunhadas de ‘ochentas’ que fazem ‘ponto’ em diversas áreas da cidade, especialmente das proximidades da Feira do Produtor, que foi praticamente transformada em prostíbulo a céu aberto. A expressão ‘ochenta’ é uma referência ao valor [R$ 80 reais - ochenta reales] cobrados por cada programa e altamente difundida pelas mulheres ao abordar seus clientes.

A ação da Polícia Federal gerou reação de internautas locais, uns contra, pelo arroubo do aparato policial empregado operação, a maioria, no entanto, favorável a atuação policial, porque não se trata de perseguição ao povo da Venezuela muito menos represália às ‘0chentas’ que escolheram o ‘mercado’ boa-vistense para ganhar a vida. Roraima não é contra a recepção aos venezuelanos. Mas não podemos permitir que Boa Vista se torne um bordel ao ar livre.

A ação da PF tinha também outro objetivo, além de deslocar as ‘ochentas’ do ambienta de trabalho delas: combater o tráfico de mulheres venezuelanas para fins de exploração sexual, manutenção de casa de prostituição e rufianismo [prática de agenciadores que tiram proveito da prostituição alheia]. A ação ocorreu em sete cidades - Boa Vista, Rorainópolis, São Luis, Caroebe, Alto Alegre, Iracema e Mucajaí - para o cumprimento de 25 mandados de busca e apreensão e 21 conduções coercitivas [quando a pessoa é levada para depor].

Segundo a PF, as investigações levaram sete meses e apontaram que nesse caso o crime de tráfico de pessoas não havia 'grave ameaça, violência, coação, cárcere privado ou fraude contra as vítimas', mas sim um aliciamento com oferta de moradia e comida em troca de prostituição. A PF afirma que as venezuelanas eram procuradas por donos de casas noturnas do estado que se aproveitavam da situação de vulnerabilidade econômica em que elas se encontram para explorá-las sexualmente.

Para atrair as vítimas, os empresários ofereciam alojamento em quartos nos fundos de bares e, em alguns casos, alimentação. Em troca, as mulheres deveriam realizar os programas sexuais nos estabelecimentos deles, proporcionando maiores lucros para os proprietários. O nome da operação remete à preservação da identidade das vítimas do crime, que ocultam sua identidade pessoal e fornecem nomes fictícios aos investigados e clientes. Os envolvidos responderão pelos crimes de tráfico de pessoas, manutenção de casa de prostituição e rufianismo