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Segunda, 26 Junho 2017 12:45

Lewandowski nega liberdade a ex-procurador da República em Roraima

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Segunda-feira, 26 de junho de 2015
Lewandowski nega liberdade a ex-procurador
da República em Roraima, preso por receber
‘mesada’ de Joesley Batista

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou dois habeas corpus apresentados pela defesa do ex-procurador da República em Roraim Ângelo Vilela, da República em Roraima e do advogado Willer Tomaz. Eles são acusados de atrapalharem investigações feitas pela Procuradoria da República no Distrito Federal contra o frigorífico JBS. Lewandowski negou por razões técnicas e nem chegou a analisar o mérito dos pedidos.

Os habeas corpus foram apresentados contra decisões monocráticas tomadas por ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Uma decisão monocrática é aquela em que apenas uma pessoa decide, sem consultar outros ministros. E a jurisprudência do STF é de que pedidos assim não são analisados. Para ser examinado no tribunal, é preciso que passe primeiro por um órgão colegiado do STJ.

O procurador solicitou uma liminar para que prisão seja substituída por medidas cautelares, como uso de tornozeleira, afastamento das atividades profissionais, proibição de deixar o país e de manter contato com outros investigados. Ao fim do julgamento, requeria a liberdade. Tomaz solicitou diretamente que seja soltou ou, alternativamente, medidas cautelares. Eles estão detidos desde 18 de maio deste ano.

Num dos depoimentos da delação premiada, o empresário Joesley Batista, dono da JBS, acusou Vilela de vazar informações de um inquérito da Operação Greenfield, que investiga desvios em fundos de pensão. O procurador teria sido cooptado pelo advogado Willer Tomaz, que ofereceu seus serviços à JBS.