Quinta, 15 Agosto 2019 12:50

Empresa exige revisão financeira de contrato para construir Linhão de Tucuruí - BLOG do Perônico

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Quinta-feira, 15 de agosto de 2019
Empresa exige revisão financeira de contrato para construir Linhão de Tucuruí

A linha de transmissão de energia que conectará Roraima ao sistema interligado do nacional (SIN), batizado de “Linhão de Tucuruí”, carece de uma revisão dos termos financeiros de seu contrato para avançar, dado o enorme atraso do empreendimento, licitado originalmente em 2011. É o que defendeu ontem o consórcio Alupar, responsável pelo projeto junto com a Eletrobrás.

A revisão da receita anual que será paga às empresas pela construção e operação do linhão, no entanto, dependeria de um aval da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que é “radicalmente contra” o pleito das companhias, segundo informou o diretor administrativo financeiro da Alupar, José Luiz de Godoy Pereira.

“A Aneel é radicalmente contra reequilibrar o contrato do ponto de vista econômico-financeiro… para você ter uma ideia, na data do leilão o dólar estava a 1,40 (real) e você sabe o impacto que o dólar tem no custo dos equipamentos”, disse ele, durante teleconferência com investidores.

Em paralelo, a Transnorte, empresa criada pela Alupar e Eletrobrás Eletronorte para tocar o projeto, também tenta obter a licença ambiental de instalação exigida para início das obras. “A licença ainda não saiu e estamos nessa conversa com a Funai (Fundação Nacional do Índio) e o Ibama”, afirmou Pereira.

O projeto já foi declarado como “de interesse nacional” pelo governo do presidente Jair Bolsonaro, em uma tentativa de acelerar sua implementação. Mas a resistência da Aneel em permitir a elevação da receita e as dificuldades no licenciamento têm dificultado o avanço das obras —o governo previa que a construção pudesse ter início em junho.

O empreendimento cruza terras da etnia indígena Waimiri-Atroari, um fator que também tem ajudado a atrasar a liberação das obras pelos órgãos ambientais. “A licença ainda não saiu e estamos nessa conversa com a Funai (Fundação Nacional do Índio) e o Ibama”, afirmou Pereira. Com informações | Uol/Reuter

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