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Segunda-feira, 21 de outubro 2019
SANTO DE CASA NÃO FAZ MILAGRES

Nós brasileiros temos por praxe usar a retórica de que a imagem que o Brasil tem lá fora é principalmente porque os estrangeiros não conhecem o país, e portanto, fazem mal juízo do nosso povo, das nossas cidades e claro do nosso meio ambiente.

Ainda me lembro de quando eu era um adolescente, que sempre ouvia nos discursos, telejornais e até mesmo nos livros da escola, que o Brasil seria o celeiro do mundo, que nos tornaríamos uma grande potência.

Mas a grande verdade é que nem mesmos nós brasileiros, conhecemos esse imenso país e suas infinitas grandezas, dos quase 210 milhões de brasileiros, arrisco a dizer que menos de 5% (bem menos) conhece o estado de Roraima e suas potencialidades.

Proporcionalmente pela idade ou tamanho da bancada, Roraima já produziu muito mais líderes políticos do que grandes estados como Espírito Santo, Ceará e até mesmo o Amazonas.

Ao longo de seus 31 anos (de unidade federativa) Roraima ocupou por diversas vezes a liderança do governo no congresso, figuras como Elton Rohnelt entre outros despontaram no congresso nacional como grandes articuladores, o ministro da Indústria e Comércio Marcos Jorge, já nos bem representou no Governo Federal.

Porém, toda essa representatividade não conseguiu chamar a atenção dos governos para a situação de Roraima, um estado estrategicamente bem localizado, mas com grandes dificuldades de desenvolvimento.

Seu completo isolamento no extremo norte do país fez com que qualquer coisa que se produza no estado tenha dificuldades de escoamento e consequentemente de comercialização.

Por diversas vezes já se tentou “povoar” a região norte justamente para que fosse possível interligar os estados através de rodovias, como foi o caso do projeto do ex senador Mozarildo Cavalcante, criando os estados dos Solimões e do tapajós, numa subdivisão dos estados do Amazonas e do Pará, respectivamente.

Não é preciso ser nenhum estudioso para ver que o futuro de Roraima passa necessariamente por uma grande força tarefa política, ou seja, enquanto os líderes políticos do estado estiverem cada um puxando para seu umbigo os holofotes do governo federal, Roraima continuará assim como o Brasil, tendo um grande, promissor e longínquo futuro.

 

segunda-feira, 21 de outubro de 2019
Tempos sombrios se aproximam. O Chile manda o recado: eu sou você amanhã. Acompanhe a cronologia dos fatos

Diversos países da América Latina entram em caos e começam a sofrer desestabilizações.

23/09 – OEA, por ação de Brasil e EUA desfere um duro golpe contra o Foro de São Paulo: invocam o TIAR para investigar a relação entre a Venezuela e o tráfico de drogas obrigando todas as agências dos países-membros (FBI, CIA, PF) participem da investigação.

24/09 – Nicolás Maduro viaja PARA A RÚSSIA e seu braço direito, Diosdado Cabello, vai para a CORÉIA DO NORTE. Foram reunir apoio contra a nova ofensiva.

26/09 – Misteriosas manchas de petróleo cru começam a poluir todo o litoral nordestino. Curiosamente, o número aumentou precisamente no curso dos eventos aqui descritos. Acidente ou atentado?

30/09 – Peru. Crise interna faz com que o Presidente Martín Vizcarra feche o Congresso e barre nomeações ao Supremo Tribunal. O caos se instala.

08/10 – Equador. Uma série de protestos violentos (semelhantes aos black blocs de 2013 no Brasil), provocados supostamente pela alta dos combustíveis, leva o Presidente Lenín Moreno a decretar estado de sítio e transferir a sua capital.

10/10 – Honduras. Oposição de esquerda, apoiadora do amigo de Lula, Manuel Zelaya, vai às ruas, em protestos violentos, exigir a queda do Presidente Hernandez (logo após anúncio de acordo de cooperação em segurança com Trump).

18/10- México. Uma guerra entre o narcotráfico e as Forças Armadas, após a prisão do filho de “El Chapo”, leva ao caos interno e é vencida pelo tráfico. O Presidente, de esquerda, se rende.

20/10 – Chile. Série de protestos violentos no interior do país (mais uma vez, repetindo os black blocs brasileiros, de 2013), leva ao caos, vandalismo, mortes e decretação do estado de emergência por Piñera.

27/10 – ARGENTINA – Eleições de 2019 com Cristina Kirchner, amiga de Lula, Maduro e fundadora do Foro de São Paulo, muito próxima de voltar ao poder.

BRASIL, atualmente. Jair Bolsonaro enfrenta traições de todos os lados, especialmente dentro de sua base política. O establishment burocrático age para criminalizar seus apoiadores mais leais, punir o movimento conservador e forjar um crime para derrubar o Presidente.

PALAVRAS DE DIOSDADO CABELLO NO FORO DE SÃO PAULO: “O que está se passando no Peru, Chile, Equador, Argentina, Honduras é apenas uma brisa: virá um furacão bolivariano”. O braço direito de Maduro confirma que o ataque está próximo.

Paraguai e Colômbia – Tentativas de derrubada do Presidente Marito no Paraguai e retomada de ação armada das FARC na Colômbia. O Foro de São Paulo está se reerguendo. O ataque sobre o Brasil virá por último e mais forte.

Com essa releitura de Taiguara Fernandes, podemos concluir que essa guerra será vencida, não com armamentos pesados ou bombas atômicas, mas com a força da comunicação social, senão vejamos:

As forças armadas só irão intervir se a população estivar maciçamente nas ruas. Foi assim em 1964. Enquanto não houve a união dos políticos descontentes, população, igreja e imprensa nada aconteceu e o Brasil vivia momentos de caos e total desgoverno.

Muitos erros se sucederam ao movimento de 1964 e esse é o maior temor de que algo semelhante aconteça. Tomar o poder pela força é, relativamente fácil, difícil é devolve-lo de forma democrática e rápida.

Uma intervenção militar é tudo que as esquerdas querem nesse momento. A gritaria mundial contra um GOLPE NO BRASIL, provocará um retrocesso monstruoso em todas as últimas conquistas e libertação do jugo comunista de nossa nação.

Provavelmente os generais substituirão o presidente Bolsonaro e estabelecerão um regime de exceção, com promessas de uma redemocratização breve.

O apego ao poder muda todo o comportamento do ser humano, ninguém está livre disto, a menos que tenha extrema consciência de patriotismo, compromisso com a verdade e temor a Deus, para cumprir promessas e deveres assumidos.

Vivemos um descarado movimento de grande parte do STF, se envolvendo em decisões que extrapolam suas funções constitucionais, atropelando o bom senso com finalidades escusas de interferência na governabilidade e, consequentemente, na estabilidade da nação.

Líderes políticos experientes, aproveitando-se da fragilidade do congresso devido ao grande número de novos e inexperientes parlamentares, manipulam e conspiram para impedir quaisquer atitudes que possam representar execução de compromissos de campanha feitos pelo atual presidente da república.

Sem nenhum compromisso com o bem estar, seja na saúde, educação, trabalho ou recuperação econômica cabeças coroadas dos três poderes trabalham abertamente pela desestabilização no executivo e já tentam iniciar a campanha para 2022 com menos de 1/4 do atual mandato.

Esse roteiro já foi escrito várias vezes, resultando em filmes diferentes. Vamos relembrar:

No primeiro semestre de 1954, a corrupção chegou a pessoas muito próximas de Getúlio (um de seus filhos foi acusado de fazer negócios escusos) e isso o desgastou muito. O presidente, entretanto, nunca foi corrupto. Getúlio sabia que haveria um golpe das forças armadas para depô-lo. Na última reunião que fez com o ministério, pouquíssimas pessoas ficaram do seu lado. Já idoso (tinha 72 anos) e experiente das lutas políticas, Getúlio sentiu que o cerco havia se fechado e preferiu o gesto dramático do suicídio. Esse gesto, devido a grande comoção nacional, evitou o golpe e levou ao poder em eleições diretas Juscelino Kubistchek. (Fonte Agência Senado).

Em 1961 A viagem do vice João Goulart à República Popular da China, à União Soviética e a outros países do Oriente, foi apoiada pelo presidente da República. O que não se sabia era que, em meio a este périplo, o País ficaria sem seu presidente eleito e a sucessão natural estaria ameaçada. João Goulart, que viajou como chefe de uma missão econômica e parlamentar, levou 31 dias para voltar ao Brasil, onde só desembarcou com a certeza de que assumiria a presidência no lugar de Jânio, mesmo que sob o regime parlamentarista.

Na madrugada do dia 31 de março de 1964, um golpe militar foi deflagrado contra o governo legalmente constituído de João Goulart. A falta de reação do governo e dos grupos que lhe davam apoio foi notável. Não se conseguiu articular os militares legalistas. Também fracassou uma greve geral proposta pelo Comando Geral dos Trabalhadores (CGT) em apoio ao governo. João Goulart, em busca de segurança, viajou no dia 1o de abril do Rio, para Brasília, e em seguida para Porto Alegre, onde Leonel Brizola tentava organizar a resistência com apoio de oficiais legalistas, a exemplo do que ocorrera em 1961. Apesar da insistência de Brizola, Jango desistiu de um confronto militar com os golpistas e seguiu para o exílio no Uruguai, de onde só retornaria ao Brasil para ser sepultado, em 1976.

Como já ocorrera em 1961, após a renúncia de Jânio Quadros, o poder real, no entanto, encontrava-se em mãos militares. No dia 2 de abril, foi organizado o autodenominado “Comando Supremo da Revolução”, composto por três membros: o brigadeiro Francisco de Assis Correia de Melo (Aeronáutica), o vice-almirante Augusto Rademaker (Marinha) e o general Artur da Costa e Silva, representante do Exército e homem-forte do triunvirato. Essa junta permaneceria no poder por duas semanas.

O resto da história eu não vou contar aqui, fato é que quem a escreve, geralmente, são os vencedores e por isto é preciso pesquisar em diversas fontes além das oficiais.
Posto isto, acho que é mais recomendável um apoio popular ao presidente eleito, goste ou não dele, afim de preservar nossa democracia. Melhor esperar 4 anos do que 24 para tentar melhor escolha.

Bom senso e canja de galinha não matam ninguém!

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Domingo, 20 de outubrode 2019
Conspiração: Deputada trama com Denarium a queda de Jalser da Presidência da Assembleia

Na era das conspirações cibernéticas, o fato marcante de ontem na política roraimense foi o vazamento no meio da noite, de um áudio de 53 segundos, que logo tomou conta das reses sociais, mostrando um diálogo conspiratório para derrubar o deputado Jalser Renier (Solidariedade) da presidência da Assembleia Legislativa.

As vozes dos personagens envolvidos na trama logo foram identificadas: trata-se de uma conversa da deputada estadual Catarina Guerra [que do mesmo Partido de Jalser, o Solidariedade] com o governador Antônio Denarium (PSL).

Na gravação é destacável a voz de Catarina sugerindo uma articulação para o afastamento de Jalser, inclusive com críticas ao Judiciário por não ter atendido aos pedidos de afastamento feito pelo Ministério Público.

Catarina é incisiva, diante de um Denarium aparentemente surpreso: “Só será possível de uma maneira só. Se a gente não sentir segurança que a gente vai conseguir isso, eu acho imprudente essa maneira que a gente tá querendo evoluir o passo nesse sentindo”.

E continua: “E aí a gente fica naquele ponto, ele cai por si, ou a Justiça nunca vai afastar porque tá refém dele. Enfim a gente vai ficar nessa insegurança até quando?”

No áudio é possível destacar a voz clara de Denarium afirmando: “a gente não consegue andar, não consegue evoluir”. E Catarina emenda: “mas essa história de que a justiça não dá porque vocês não dão, não cola não… também não é de se convencer, tem gente boa lá tem… tem gente boa na Assembleia, tem gente boa e ruim em todo lugar”.

E a conversa é finalizada com uma expressão de Denarium: “até na família da gente tem gente ruim pelo meio”. E por fim os dois parece acertados para que o que pretendem. Denarium pergunta: “tá combinado?”, e Catarina responde: “tá combinado”.

Veja a conversa na íntegra:

- Catarina: Mas isso só vai ser possível de uma maneira só. Se a gente não sentir segurança eu acho imprudente essa maneira que a gente tá querendo de querer articular, de evoluir o passe nesse sentido. Aí a gente fica naquele ponto, ele cai por si ou a Justiça nunca vai afastar porque está refém dele. Enfim, a gente vai viver nessa insegurança até quando também? Porque a gente não pode ficar refém dessa situação.

- Denarium: O grande entrave é o seguinte, a gente não consegue andar, não consegue… passou oito meses…

- Catarina: Mas essa história que a Justiça vai dizer: ‘Não dou porque vocês não dão’, também não é de se convencer. Tem gente boa lá, tem. Na Assembleia tem gente boa e tem ruim em todo lugar.

- Denarium: É, em toda sociedade tem os bons e os ruins, até em casa, até na família da gente.

- Catarina: Tem os danados… sempre tem um filho torto.

- Denarium: Combinado?

- Catarin:a Combinado!

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Quinta-feira, 10 de outubro de 2019
Cadê o servidor que estava aqui?

Na reunião da comissão dos ex territórios para prestação de contas com a bancada dos Estados envolvidos com a transposição dos servidores (Roraima, Rondônia e Amapá), uma coisa causou enorme desconforto a todos, principalmente aos parlamentares de Roraima.

Segundo o quadro de desempenho das câmaras setoriais nas análises dos processos no ano de 2018, Roraima teve o maior número de processos analisados (1.859), seguido de Rondônia (1.165) e Amapá (637).

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Porém, quando se refere a inclusão em folha, o quadro se inverte, Roraima teve apenas 208 servidores, enquanto Rondônia teve 5.823 e Amapá 2.191, servidores já devidamente enquadrados.

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Não precisa ser nenhum matemático para verificar que os números não batem, mesmo admitindo que as análises demandam de um espaço temporal maior (desde 2015), não seria possível aceitar que a grande maioria dos processos de Roraima fossem inconsistentes, passiveis de indeferimento. Principalmente se levarmos em conta que a quase totalidade desses processos foram “deferidos” durante os meses de julho a outubro, ou seja, justamente no período eleitoral.

Principalmente se levarmos em conta a medida cautelar impetrada do Tribunal de Contas da União (TCU) no início de 2019, que causou a suspensão das análises dos processos de transposição justamente por entender que os critérios adotados pelas câmaras de julgamento da comissão não tinham nenhum padrão estabelecido, o que levou a diversas inconsistências, principalmente em Roraima onde a ordem era “deferir” os processos, onde alguns deles não chegaram sequer a ter a chancela dos integrantes da câmara de julgamento.

Para o senador Mecias de Jesus, está claro o uso desse importante meio de reconhecimento do esforço e do empenho dos antigos servidores do estado como ferramenta eleitoral, usado por ex parlamentares que por muitos anos manipularam os dados para vender a esses humildes servidores a ilusão de serem enquadrados no serviço público federal.

A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) aprovou quarta-feira (9/10), o relatório do senador Mecias de Jesus ao Projeto de Lei do Senado (PLS) 161/2015, que altera a Lei de Registros Públicos, para assegurar a qualquer indígena o direito à indicação da sua etnia expressa em certidão de nascimento, certidão de casamento e carteira de identidade.

O projeto de autoria do senador Telmário Mota, garante à população indígena do Brasil conquistar o direito de incluir o nome de sua etnia em seus documentos de identificação, bastando requerer o acréscimo, sem necessidade de comprovar a origem étnica.

A proposta contou com avaliação favorável do senador Mecias, que acredita que o autor visa corrigir um grande aborrecimento burocrático infligido aos indígenas, que, para comprovarem a sua condição perante instituições públicas para os mais diversos efeitos, precisam obter o Registro Administrativo de Nascimento Indígena (RANI), expedido pela Fundação Nacional do Índio (Funai).

“A medida representa um avanço no reconhecimento e prestígio aos costumes e tradições das comunidades indígenas. A possibilidade de inserção das referências à origem e etnia das pessoas indígenas nos registros de nascimento, casamento e óbito, bem como na carteira de identidade, tem um papel fundamental na afirmação cultural dos povos indígenas perante os mecanismos formais de reconhecimento e exercício da cidadania brasileira”, disse Mecias de Jesus.

O relator acatou três emendas já aprovadas na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), que promoveram ajustes técnicos. Se não houver recurso para votação pelo Plenário do Senado, o projeto segue para a Câmara dos Deputados.

A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Saúde, da Assembleia Legislativa de Roraima deliberou na terça-feira (8/10) sobre as próximas oitivas relacionadas a processos da Sesau (Secretaria Estadual de Saúde). Em reunião realizada no plenário Deputada Noêmia Bastos Amazônia, os parlamentares definiram que mais 14 testemunhas serão ouvidas a partir desta sexta-feira (11).

O requerimento, feito pelo deputado Jorge Everton (MDB), foi aprovado pelos membros da CPI da Saúde. As arguições serão divididas em três dias. A primeira etapa está prevista para esta sexta-feira (11), com a oitiva de cinco testemunhas, seguindo na segunda-feira (14), com mais cinco e, os quatro últimos, para a próxima terça-feira (15).

“São pessoas que fazem parte, de alguma forma, do processo de alimentação, que nós deliberamos sobre a suspensão. São fiscais, coordenadores, o próprio secretário [da época do contrato], e o dono da empresa, para que a gente dê a oportunidade a estas pessoas dizerem o que aconteceu”, explicou o relator, Jorge Everton.

Ainda na reunião, os membros apresentaram respostas a ofícios encaminhados pela CPI a órgãos públicos, clínicas particulares e a cooperativa de médicos sobre as escalas de trabalhos dos profissionais ligados à Sesau. “Para fazer o cruzamento das escalas de serviços de profissionais da saúde, porque houve denúncias de que médicos estariam com contrato no mesmo horário”, explicou o presidente da CPI, deputado Coronel Chagas.

Todas as informações obtidas por documentos e nas oitivas serão acrescentadas no relatório para continuação das investigações. O cronograma de inspeção dos pontos de saúde do Estado será reelaborado para dar continuidade e celeridade ao processo de visitação. “Já visitamos quatro destes pontos. O cronograma será mudado para acelerar estas visitas e todos os municípios receberão a CPI para se verificar a escala de plantão. Vamos apurar todas essas denúncias”, ressaltou Coronel Chagas.

Participaram da nona reunião da CPI da Saúde os deputados Jorge Everton, Coronel Chagas, Renato Silva (Republicanos), Lenir Rodrigues (Cidadania), Soldado Sampaio (PCdoB), Nilton SindPol (Patri) e Evangelista Siqueira (PT).

Quarta-feira, 9 de outubro de 2019
Abro a coluna com um "causo" de Goiás.

Não mudou nada - Miguel Rodrigues, velho e sábio político de Goiás, foi visitar uma escola primária. Ali, a professora ensinava os primeiros dias de Brasil:

– No começo do Brasil colônia, como a América e o Brasil ficavam muito longe, para cá vieram, primeiro, muitos ladrões, degredados, condenados.

O coronel Miguel suspirou:

– Então não mudou nada.

Gilmar no drible - O ministro Gilmar Mendes tentou driblar as perguntas duras da boa bancada que o entrevistou no Roda Viva. Como se esperava, não teve papas na língua para atacar procuradores da Lava Jato, sobrando para o juiz Sérgio Moro. A operação, segundo ele, tem mais publicistas que juízes. Em certos momentos, parecia se esgrimir para fugir de contradições. Mas não chegou a se exaltar. E não perdoou o braço da imprensa como apoio aos exageros da Lava Jato. Na batalha verbal, não houve morto. Mas algumas feridas se abriram. Chamou a atenção deste consultor uma sacada rápida em direção ao jornalista Josias de Souza, ao comentar sobre um caso "que estava com seu amigo Barroso". Estocada de leve em ambos?

O Brasil das lealdades - Estes últimos dias têm sido dedicados por alguns protagonistas da cena institucional às lealdades. Pelo menos no campo da expressão. Veja-se a tentativa do ministro Sérgio Moro de mostrar sua lealdade ao presidente Jair Bolsonaro. Em amplas entrevistas e, ainda, nas redes sociais, faz questão de dizer que não será candidato à presidência da República em 2022. Que seu candidato é o chefe Bolsonaro. E que, em sua visão, não está no meio do laranjal que compromete a figura do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio. A informação é da Folha de S.Paulo, jornal que, segundo o capitão presidente, "desceu às profundezas do esgoto".

PF apura - O ministro Sérgio Moro parece comprimido entre a cruz e a caldeirinha. Pois a própria Polícia Federal sinaliza uso de Caixa 2 nas campanhas do ministro e do próprio presidente. Candidatas laranja teriam sido utilizadas para esse fim. Moro nega irregularidades. O que é estranho, pois a PF continua a apurar. E como o comandante geral da PF, ele mesmo, Moro, antecipa-se para dizer que não há irregularidades? Aliás, o inquérito não é sigiloso, exigindo que ninguém se pronuncie? Tempos de lealdade ou tempos de inverdade? Tempos de agrado ao chefe ou tempos de hipocrisia?

Bolsonaro em casório - Também nesses últimos tempos, o presidente Bolsonaro tem demonstrado particular interesse com o tema do casamento. Só para lembrar: em relação ao novo procurador-Geral, Augusto Aras, confessou que foi "um amor à primeira vista". Sua escolha como PGR selou o casamento. Com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, o presidente também garante que eles estão quase indo para a cerimônia. Ipsis verbis: "Eu estou quase me casando com o Rodrigo Maia".

E com Alcolumbre - Já em relação ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a expressão, mesmo com jeito de gafe, em evento de comemoração dos 200 dias de Governo, foi na mesma direção: "Apesar da gravata cor de rosa, eu gosto dele. É meu amigo". A ministra da Agricultura ainda tentou consertar a estocada machista: "Obrigada, Davi, pela gravata em minha homenagem".

Força ao Guedes - Em sua entrevista ao Estadão, o presidente volta a fazer loas ao seu "posto Ipiranga", Paulo Guedes, em quem confia e delega força total. E a quem enche de observações que colhe nas redes sociais, não mais nas ruas, por motivos de segurança, segundo se intui. Revela que é um insone. Nas madrugadas, sai da cama com cuidado para não acordar a esposa, vai para um computador e começa a ver o que se passa ou o que a população sente. Imprime um montão de coisas, que encaminha aos ministros, sendo a maior quantidade destinada a Paulo Guedes. Não deixa de ser interessante a revelação de que ele, Bolsonaro, toma o pulso do povo.

A demissão de Cintra - Marcos Cintra, professor e economista, entusiasta da CPMF, mesmo com outro nome, teria sido demitido pelo seu chefe Paulo Guedes e não pelo presidente. Ora, está na cara que Bolsonaro, ao detestar as famigeradas quatro letrinhas, influiu na conduta de seu ministro da Fazenda. Mesmo que, como se sabe, demonstrara simpatia com a ideia de um diminuto tributo que iria expandir em muito a receita. Guedes preferiu se vacinar. E usar a caneta na direção do competente professor Cintra.

Um conselho de Sun Tzu - Lembremos deste conselho de Sun Tzu: "Quando em região difícil, não acampe. Em regiões onde se cruzam boas estradas, una-se aos seus aliados. Não se demore em posições perigosamente isoladas. Em situação de cerco, deve recorrer a estratagemas. Numa posição desesperada, deve lutar. Há estradas que não devem ser percorridas e cidades que não devem ser sitiadas".

Huck liberado - A mulher Angélica concedeu o salvo-conduto e liberou o apresentador Luciano Huck para entrar na arena presidencial de 2022. Disse ela em entrevista à revista Marie Claire que o marido recebeu "uma espécie de chamado" para a presidência da República. E complementa: "No Brasil, em vez de a política ser algo do qual as pessoas se orgulham, dá medo. Mesmo sem ser candidato, Luciano já apanha de todos os lados. Estamos acostumados com fake news, mas de um jeito menos sujo. Por outro lado vejo isso, digamos, como um 'chamado', que ele não buscou. É uma coisa tão especial que, se ele decidisse se candidatar, o apoiaria".

Com tiros do presidente - Só pelo fato de sinalizar uma possível candidatura, o apresentador da TV Globo já começou a ser alvo do tiroteio do capitão. Ele garantiu que o povo não vai votar em "pau mandado da Globo". E voltou a mencionar o empréstimo feito pelo apresentador com o BNDES para a compra de um jatinho. Esse mesmo aviso foi feito em relação ao empréstimo também tomado junto ao BNDES pelo governador de São Paulo, João Doria. Dinheiro que comprou um jato.

A grande Fernanda - "Nenhum sistema vai nos calar". Voz da nossa maior dama do Teatro, Fernanda Montenegro em São Paulo. Atriz protestou contra a censura e a corrupção no lançamento de seu livro de memórias no Theatro Municipal.

Racha na sociedade - Mais uma sinalização do profundo racha social: a eleição realizada domingo passado para os Conselhos Tutelares. O "efeito Bolsonaro" impregnou a eleição. Mesmo sem divulgação na mídia tradicional, a eleição ganhou visibilidade nas redes sociais. Os credos evangélicos se mobilizaram para focar seus candidatos sob a sombra do conservadorismo. Os progressistas também foram às urnas em número menor.

Racha II - Mas em SP, a esquerda já garantiu metade dos votos segundo a Folha. Os Conselhos Tutelares são responsáveis por zelar pelos direitos das crianças e dos adolescentes. Os conselheiros terão mandato de quatro anos. Só no RJ, a eleição teve mais de 300 denúncias. Em algumas cidades, como Curitiba, a eleição foi cancelada por problemas com urnas e irregularidades, como compra de votos.

Vem reforma aí - A ideia está amadurecendo na cabeça do presidente e em seu entorno. Urge fazer a reforma ministerial. A essa altura, já se sabe quem é capaz de mostrar resultados e quem está abaixo das expectativas. As alas conversam a portas fechadas. Uma queda de braços entre olavistas/conservadores e grupos mais moderados. Espera-se que antes do fim do ano algumas peças da máquina sejam trocadas. A conferir.

Moldura ministerial I - Que avaliação pode-se fazer do conjunto ministerial? Eis uma rápida avaliação de sua performance, a partir de uma leitura midiática:

1) Economia – Paulo Guedes

Criou muitas expectativas. Até o momento, o superministro não mostrou grandes resultados. A reforma da Previdência, um pouco desidratada, tem sido sua bandeira mais elevada. Com méritos do Secretário Rogério Marinho.

2) Casa Civil – Onyx Lorenzoni

O deputado perdeu parcela do poder, com a retirada de suas mãos da articulação política. Era um poderoso ministro no início.

Moldura ministerial II

3) Justiça e Segurança Pública – Sérgio Moro

É o ministro mais admirado do governo. Mas sua imagem já não consegue ser totalmente limpa. As conversas com os procuradores da operação Lava Jato borram sua imagem.

4) Gabinete de Segurança Institucional – Augusto Heleno

Para o presidente, é o "posto Ipiranga" das Forças Armadas. Mas não tem o poder que tinha ao tomar posse. Ultimamente, deu um sumiço da imprensa. E dá estocadas em jornalistas.

Moldura ministerial III

5) Defesa – Fernando Azevedo e Silva

Atuação profissional. Tem conseguido se sobressair. Melhor do que se esperava.

6) Secretaria-Geral da Presidência –Jorge Oliveira

O advogado e major da reserva da PM do Distrito Federal faz serviços burocráticos.

Moldura ministerial IV

7) Relações Exteriores – Ernesto Araújo

O chanceler, conservador e afinado com a linha dura, é um marco de polêmica dentro do governo.

8) Saúde – Luiz Henrique Mandetta

O médico ortopedista Luiz Henrique Mandetta (DEM) não tem ação de evidência ou que mereça destaque.

9) Secretaria de Governo – General Luiz Eduardo Ramos

Diz-se que é o maior amigo do presidente. Ganhou a articulação política. Mas ainda não tem mostrado grandes resultados.

Moldura ministerial V

10) Ciência e Tecnologia – Marcos Pontes

Tenente-coronel da Aeronáutica e primeiro astronauta brasileiro, esperava-se dele atuação mais forte. Os setores da ciência não o vêem com bons olhos.

11) Agricultura – Tereza Cristina

Deputada Federal (DEM) e produtora rural, tem sido boa surpresa. Elogiada pela bancada ruralista, despachada e atuante.

12) Controladoria Geral da União – Wagner Rosário

Técnico de carreira, Wagner Rosário tem atuação discreta.

Moldura ministerial VI

13) Educação – Abraham Weintraub

Adepto de Olavo de Carvalho, um dos ideólogos do bolsonarismo, o ministro da Educação tem figurado no mapa da polêmica. Questionado, mas prestigiado pelo presidente.

14) Infraestrutura – Tarcísio Gomes de Freitas

Um dos melhores ministros, senão o melhor. Densa ficha técnica. Respeitado.

15) Cidadania e Ação Social – Osmar Terra

O deputado tem atuação forte, mas recebe muitas críticas de setores artísticos.

Moldura ministerial VII

16) Turismo – Marcelo Álvaro Antônio

Imagem comprometida pelo laranjal da campanha de 2018 em MG. Segura-se no Ministério, mas está capenga.

17) Minas e Energia – Bento Costa Lima Leite

Atuação discreta. Interrogação sobre a privatização da Eletrobrás. Ministro quer aprovar projeto de privatização da Eletrobrás ainda este ano.

18) Desenvolvimento Regional – Gustavo Canuto

Sem ênfases. Regiões queixosas de abandono. Muitas demandas. Faltam recursos.

Moldura ministerial VIII

19) Mulher, Família e Direitos Humanos – Damares Alves

Uma das principais figuras da bancada evangélica, não tinha boa fama no início do governo. Hoje apresenta-se com perfil forte e destemido. Sem papas na língua. Questionada por setores, mas respeitada por credos e conservadores.

20) Meio Ambiente – Ricardo Salles

Atuação polêmica na esteira das queimadas na Amazônia. Alvo de críticas de dentro e fora do país.

21) AGU – André Luiz de Almeida Mendonça

Atuação discreta.

22) Banco Central – Roberto Campos Neto

Prestigiado no mercado. Atuação profissional. Funcionários protestam modelo de venda de ações do Banco do Brasil com a intermediação do BNDES, na posição de agente de privatização.

Moldura ministerial IX

23) Secretaria de Desestatização - José Salim Mattar

O Secretário Especial de Desestatização promete reduzir o tamanho do Estado-Empresário, que tem fatias em 637 companhias entre controladas pela União, subsidiárias, coligadas e participações. Muita promessa, pouca ação.

Para ampliar as ações da campanha Outubro Rosa, a bancada feminina da Assembleia Legislativa de Roraima vai desenvolver uma programação de prevenção, além de ações específicas para as pacientes com câncer de mama. As parlamentares se reuniram na manhã de ontem, terça-feira (8), para definir as estratégias para o evento, previsto para a próxima quarta-feira (16), na Assembleia Legislativa.

A bancada feminina da Assembleia Legislativa é composta por 7 parlamentares: Ione Pedroso (SD), Catarina Guerra (SD), Betânia Almeida (PV), Tayla Peres (PRTB), Lenir Rodrigues (Cidadania), Angela Águida Portella (PP) e Aurelina Medeiros (Pode).

No plenário Deputada Noêmia Bastos Amazonas, será realizada uma tarde com palestra sobre saúde da mulher e autoestima, espaço de maquiagem, histórias de mulheres que superaram o câncer de mama e uma exposição de fotos. As parlamentares também estão articulando uma sessão fotográfica de pacientes com câncer de mama e arrecadação de alimentos, que serão doados para essas mulheres.

A ideia de unir as parlamentares para aderir à campanha foi proposta pela deputada Lenir Rodrigues, que também é procuradora especial da Mulher (PEM). A intenção é incentivar as mulheres para o autoexame das mamas, e ajudar as que estão em tratamento contra o câncer de mama.

“Vamos fazer uma ampla campanha, não só para a prevenção, queremos também trabalhar com as mulheres que estão sofrendo e precisando de apoio. Às vezes a pessoa está tendo um ótimo acompanhamento pelo setor de oncologia do HGR, mas falta alimentação, ou tem a preocupação com a conta de luz”, explicou.

Lenços e cabelos - A bancada feminina apoiará a campanha “Doe Lenços”, da Unale (União Nacional dos Legisladores e Legislativo Estaduais, que serão doados para pacientes do setor de oncologia do HGR (Hospital Geral de Roraima). Um diferencial será a arrecadação de cabelos para confecção de perucas, para a Ong Rapunzel Solidária, que atende crianças, jovens e adultos em tratamento contra o câncer, e outras doenças que causam a perda dos cabelos.

Os interessados podem doar no Chame (Centro Humanitário de Apoio à Mulher), localizado na rua Coronel Pinto, esquina com a avenida Ville Roy, nº 524, Centro; ou no prédio da Procuradora Especial da Mulher, na avenida Ville Roy, nº 5717, Centro.

Projetos - Após a sessão plenária desta terça-feira (08), a Comissão de Defesa dos Direitos da Família, da Mulher, da Criança, do Adolescente e Ação Social, da ALE-RR, aprovou dois projetos, que seguem para votação em plenário.

Os projetos de leis analisados, quererem obrigar bares e casas noturnas a ajudarem mulheres em situação de risco, de autoria da deputada Lenir Rodrigues, e determinar a exposição de mensagens educativas sobre o consumo de álcool e drogas entre jovens, de autoria do deputado Chico Mozart (Cidadania).

Após a publicação do Acórdão, a parte interessada tem o prazo de três dias para recorrer

O Pleno do Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR), em sessão pública realizada no final da tarde de segun-da-feira (7/10), julgou procedente a Ação de Impugnação de Mandato Eletivo (AIME), reconhecendo a fraude ao Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários (DRAP) da Coligação “Todos Por Roraima Já” (PRP-PSL), pelo lançamento de candidaturas femininas inviáveis e fictícias em violação à cota de gênero do art. 10, § 3º, da Lei nº 9.504/1997.

Com a decisão, a Corte cassou o mandato do deputado estadual Francisco Adjafre de Sousa Neto, mais conhecido por Chico Mozart (Cidadania), eleito em 2018 pelo Partido Republicano Progressista (PRP), bem como o diploma de todos os suplentes da chapa, determinando, ainda, o recálculo dos quocientes eleitoral e partidários, a fim de readequar a lista de eleitos. Após a publicação do Acórdão, a parte interessada tem o prazo de três dias para recorrer.

O julgamento da AIME, que tem como autor José Romildo Ferreira Lessa, teve início no último dia 2 de setembro, quando, por unanimidade de votos, foram rejeitadas as preliminares de ausência de citação, falta de interesse de agir e de preclusão. Na ocasião, os juízes Alexandre Magno, relator da ação, e Francisco de Assis Guimarães Almeida, vota-ram pela improcedência do pedido.

A juíza Luzia Mendonça pediu vistas dos autos e votou pela procedência da AIME, acompanhada pelos juízes Graciete Sotto Mayor, Leonardo Cupello e Jefferson Fernandes da Silva, entendendo que houve fraude na cota de gênero em relação à participação de candidatas femininas na coligação, conforme determinação da Lei Eleitoral nº 9.504/97. De acordo com a legislação eleitoral, cada partido ou coligação preencherá o mínimo de 30% e o máximo de 70% para candidaturas de cada sexo.

Quarta-feira, 9 de outubro de 2019
Secretário de Justiça e Cidadania usou presos condenados em obras particulares na casa dele

Essa é boa, aliás, invejável: o secretário de Justiça e Cidadania – Sejuc - André Fernandes Ferreira, foi denunciado no Ministério Público do Estado por uso de mão de obra de detentos do sistema prisional para a realização de serviços particulares na casa dele, sem autorização da Justiça.

Segundo consta na denúncia – formalizada por servidores da Cadeia Pública – os presos foram le-vados de dentro da unidade prisional até a casa do secretário para construir uma cerca de madeira. A ação que comprova a demência do secretário está registrada em vídeo.

As imagens mostram o secretário momento que ele sai da Cadeia com dois presos, transportando material de construção na carroceria de um veículo que pertence ao estado. Naquele dia o livro de registro de ocorrências da Cadeia Pública não informa o destino de saída dos presos, mas destaca que uma escolta foi feita para o secretário.

A lei de execução penal só permite trabalho externo de presos do regime fechado em obras públicas e com garantias de segurança e autorização da direção do presídio. O PRR informou que o caso está sob investigação e que só vai se pronunciar quando o trabalho de apuração for concluído.

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