Quarta, 22 Abril 2020 23:54

Da síndrome de abstinência ao desespero, mesmo que custe o caos para tirar Bolsonaro da presidência

Escrito por Neimar Fernandes

Eu também quero trabalhar, a economia precisa voltar a funcionar, milhares de pequenas empresas já fecharam as portas e os empregos se derretem.

Apesar de tudo isto, uma intervenção militar significa ruptura da legalidade e interrupção da carta magna na vigilância da democracia. Em síntese, tremenda estupidez.

Remédio amargo demais, fechar o congresso, fechar o STF e depor o presidente, ou você acha que sem a imposição da constituição os militares vão aceitar um capitão no comando dos generais? Nunca!

Será o fechamento geral das instituições, junta militar no comando e convocação de eleições em até 90 dias, já que apenas um impeachment colocaria no poder um General, que também não interessa aos conspiradores.

Essa história não acaba bem. Jogaremos no lixo 30 anos de democracia. 2022 está logo ali.

Tramam contra o presidente sem motivo que embase um pedido de impeachment. Não cometeu nenhum crime.

Tentar governar, mesmo sendo usurpado de parte de seus poderes, mesmo com o congresso lhe tomando a pauta política, mesmo com a mídia contraria a qualquer manifestação por parte do executivo, mostra perseverança e compromisso com o mandato por parte do presidente.

Comparecer a um ato espontâneo da população, manifestar apoio às reivindicações de liberdade, volta ao trabalho, apoio às forças armadas e sem nenhum pedido de fechamento de qualquer instituição, nunca foi e nem será crime.

Eleito democraticamente e tentando governar dentro das promessas de campanha, combate à corrupção, discurso sarcástico e, muitas vezes, tosco, jamais se configurariam crime capaz de instaurar procedimento judicial contra o governante.

Posto isto, resta somente a justificativa de que a maior parte do congresso, judiciário e até dentro do executivo está sofrendo da síndrome de abstinência de cheirar alguns dólares em pacotes verdinhos.

Aí meu amigo, bate o desespero!

 

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NEIMAR FERNANDES é jornalista e publicitário, pós graduado em marketing pela SUNY-State University of New York e tem mais de 40 anos de experiência com serviços prestados no Brasil e exterior.