Sexta, 29 Novembro 2019 13:10

Coxinhas, bolsomínions, facistas, racistas, homofóbicos. SERIA APENAS UMA QUESTÃO DE ESCOLHA?

Escrito por Neimar Fernandes
Independente de quaisquer variáveis, sejam humanas, sociais ou econômicas a ESCOLHA é pessoal e intransferível. Obtive sucesso, gerei e ajudei a gerar muitos empregos, contribui justa ou injustamente com o erário. Acreditei estar certo quando surfávamos nas ondas do desenvolvimento. Mercado em forte expansão, grandes aportes e muitas oportunidades. Apesar de advertido sobre a grave crise mundial, preferi acreditar em nosso comandante que bradava convicto atravessarmos apenas uma “marolinha”. Por livre ESCOLHA continuei me equilibrando, afinal índices e projeções mostravam que estávamos no caminho certo. Não me ensinaram que todo tsunami começa em uma marolinha e, se não houver lastro (na oceanografia grandes e profundas áreas), em pouco tempo leva de roldão regiões sólidas e distantes do fenômeno. Hoje, resta-me o consolo de ter sido enganado, como milhões de brasileiros, por manipulações de índices e ações espúrias de toda ordem. Não corroboro com a “caça às bruxas”, muito menos, com subversão da ordem jurídica, mas como cidadão e por livre ESCOLHA, protesto contra todos aqueles que detinham informações essenciais para controle de riscos e as suprimiram criminosamente, sejam eles mau informados, incompetentes ou mau intencionados. Coxinhas, bolsomínions, facistas, racistas, homofóbicos e uma infinidade de adjetivos foram criados para rotular o cidadão, que por livre ESCOLHA, decidiu após 25 anos, experimentar novos caminhos. Acredito que a própria atitude discriminatória já condena àqueles que a propagam, afinal sempre criticaram e estiveram contra, quando vivíamos em uma nação que lutou pela redemocratização, gritou por diretas já, aceitou Tancredo como alternativa, apoiou a constituinte, expulsou Collor e prosperou com o advento do plano real Sempre fomos feios ou bonitos, legais ou chatos, simpáticos ou antipáticos, brancos ou negros, hétero ou homo, católicos ou protestantes, ricos ou pobres, patrões ou empregados, policiais ou bandidos, juízes ou réus, honestos ou desonestos, bom aluno ou mau aluno, educado ou sem educação, da cidade ou caipira. Simples questão de ESCOLHA. Hoje o sim ou não transformou-se em pode ser, talvez, resistência, ele não, ela não, hashtags isso ou aquilo e, quando da total falta de argumentos, quase sempre, uma cusparada viraliza como ponto final. Embora muitos insistam em esconder, ignorar, maquiar ou desdenhar é impossível não ver que retomamos o orgulho de vestir verde e amarelo, encher ruas e praças e soltar a voz entoando o hino nacional. Talvez esteja na hora de voltar a sugerir: apenas ESCOLHA, mas não divida uma nação!