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O ano de 2017 deixou um marco histórico para a economia brasileira, fechou com a inflação mais baixa desde 1998: 2,95%. Este é o menor Índice de Preços ao Consumidor – IPCA, inclusive fechando abaixo do regime de metas instituído pelo governo em 1999. O aspecto chave para se chegar a esse patamar foi o item alimentação predominante no ano passado, alcançado a casa dos 25%, isoladamente.

Entretanto, os economistas acreditam que este panorama não se garantir por muito tempo, tendo em vista que a elevação dos preços da gasolina e diesel forçará para cima o custo dos transportes, mesmo que a deflação forçada pelo grupo de alimentos se mantenha estável. Mesmo anunciada essa queda histórica da inflação o consumidor está de olho na elevação do preço da gasolina e do diesel, anunciada para vigorar a partir desta quinta-feira, 11 de janeiro.

Esses 2 itens vem somar fileira com a energia elétrica e o gás de cozinha. Para a MB Associados, empresa especializada em estudos macro econômicos, de São Paulo, é natural que o consumidor brasileiro assim proceda e questione a queda da inflação, como lembra o economista chefe da MB, SérgioVale: “É normal o consumidor focar nos elementos mais visíveis”.

De julho até dezembro de 2017 a gasolina e o diesel sofreram 115 reajustes nos preços. Neste patamar também pesou o aumento de alíquota do PIS/Cofins dos combustíveis promovidos pelo governo federal. Os economistas alertam que se em 2017 aa gasolina subiu 10,32% e elevou o IPCA para 0,41%, a perspectiva para 2018 não reserva nenhuma acomodação de preços, no item combustível.

A questão da gasolina e do diesel é complicada, como analisa o economista André Braz, do Instituto Brasileiro de Economia - Ibre da Fundação Getúlio Vargas. “A gasolina depende muito do câmbio e de como nosso cenário politico vai influenciar essa cotação: ele deve colocar volatilidade, mas não a ponto de chegar em um novo patamar. Além disso, temos um problema de déficit publico pra resolver. Outra questão é o aquecimento da demanda previsto em outras economias, o que pressiona para cima a cotação internacional”.

Como especialista em inflação, ele acredita que em 2018 a previsão de mercado é que a inflação acelere para o patamar de 4%, mais próximo do centro da meta que é de 4,5%. E destaca: “Existem muitas variáveis: uma possível reforma da previdência, déficit fiscal, além de ser ano eleitoral, com muitos feriados e Copa do Mundo. Mas a inflação deve continuar baixa porque a recuperação é lenta e não está prevista uma reversão acelerada do desemprego”.

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