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Em 2015, o Instituto de Previdência do Estado de Roraima voltou a recuperar patrimônio e deve ser superavitário até o ano de 2026

1401Ronaldo MarcilioO cenário econômico brasileiro forçosamente leva as instituições e o poder público nos Estados a tomarem medidas preventivas a fim de garantir a rentabilidade dos recursos, sobretudo os que buscam um incremento de receita para os fundos previdenciários.

Roraima não fica alheio a esse panorama, principalmente quando tem a necessidade de capitalizar recursos para garantir a tranquilidade futura do Iper (Instituto de Previdência do Estado de Roraima), principalmente, diante da atual elevação da taxa de juros, seguida de uma inflação e a alta do dólar americano, que deixa todos preocupados.

Diante desse quadro que merece um maior aprofundamento, a direção do Iper definiu medidas para nortear a PAI (Política Anual de Investimentos), que abrange o cenário econômico, fiscal e político para o ano de 2016.

Já elaborada pela diretoria do Instituto, a PAI/2016 foi aprovada pelo Conselho Estadual de Previdência e publicada no Diário Oficial do Estado no último dia 30 de dezembro. De acordo com o diretor-presidente do Iper, Ronaldo Marcílio Santos, como o país vive um momento de instabilidade na economia, a administração do Iper se preparou para enfrentar eventuais dificuldades. “É certo que o atual cenário exigirá maior comprometimento e agilidade na tomada de decisões quanto às alocações dos recursos”, disse.

Por isso foram traçadas metas prioritárias para 2016 com relação ao investimento de recursos para capitalização do Fundo de Previdência, garantindo a aposentadoria dos servidores. “A palavra de ordem é segurança e este ano será um grande desafio para atingirmos a meta atuarial, que é a rentabilidade mínima necessária das aplicações financeiras de um plano de previdência ou outro produto securitário, para garantir o cumprimento dos compromissos futuros, que é o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo)+ 6%. Entretanto, não podemos correr riscos exagerados para atingir esse objetivo, comprometendo a segurança da aplicação”, ressaltou Marcílio.

Atualmente, o patrimônio líquido do Iper é de R$ 1.749.135.692,09 e está concentrado na seguinte proporção: 2,89% no banco Santander; 1,80% no Itaú Unibanco; 26,25% na Caixa Econômica Federal e 63,05% no Banco do Brasil. Um ponto importante a se destacar, segundo Marcílio foi do maior percentual das aplicações em bancos oficiais. “Essa foi uma das primeiras ações assim que assumimos a gestão do Iper em 2015. Todas as aplicações foram direcionadas para a Caixa Econômica e Banco do Brasil”, enfatizou.

Mesmo diante da crise enfrentada recentemente por má aplicação dos recursos previdenciários no governo passado, o Iper voltou a recuperar o patrimônio. Em 2014 a instituição fechou o ano com um Patrimônio Líquido de R$ 1.471.827.208,89. Em 2015 esse montante chegou ao patamar R$ 1.749.135.692,09, um acréscimo de R$ 277.308.483,20.

“No momento, não podemos dizer que houve desfalque na acepção literal da palavra, mas houve uma movimentação com os recursos do Iper, no mínimo, questionável, cuja palavra final sobre a legalidade será dada pelo MPRR [Ministério Público Estadual] e pelo TCE [Tribunal de Contas do Estado], após o desenrolar das investigações”, pontuou Marcílio. A movimentação em questão gerou um prejuízo de R$ 68.719.262,34, valores calculados entre a data do resgate até a formalização do relatório. Todos os documentos solicitados na investigação já foram fornecidos pela atual gestão.

Mesmo diante dessas dificuldades, a gestão do Iper vem resgatando a credibilidade e a saúde financeira da Instituição, segundo a última avaliação atuarial elaborada pela Caixa Econômica Federal. “O Iper será superavitário até o ano de 2026, ou seja, terá receita maior que a despesa, quando então poderá começar a utilizar as reservas disponíveis”, disse Marcílio.

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